Primeiras impressões de Quan Zhi Gao Shou (The King’s Avatar)

Nos últimos anos foram lançados diversos animes voltado ao publico que consome games, porem a maioria destas animações sempre tiveram uma historia mais fantasiosa e com plots que envolviam o personagem principal tendo que enfrentar desafios para sair do jogo ou investigando acontecimentos dentro do game que impactavam o mundo real.

Mesmo que muitos destes animes tentem emular jogadas ou sistemas de jogo de games reais, não existia ainda nenhum anime que retratasse algo próximo do que rola no mundo dos e-sports. Mas na atual temporada de animes surgiu uma serie que pode retratar o mundo competitivo dos esportes virtuais e com o apoio da empresa dona de um dos maiores games dos e-sports atuais, este anime é Quan Zhi Gao Shou (The King’s Avatar).

A adaptação da light novel de Blue Butterfly mostra a historia de Ye Xui, um jogador profissional do MMO Glory com 10 anos de experiência no game e que foi forçado a se demitir da equipe em que participava. Ye acaba se tornando funcionário de um cyber café e resolve tentar retornar ao circuito profissional após o lançamento do novo servidor do MMO.

O anime produzido na China pelo estúdio G.CMay Animation & Film em parceria com a Tencent (empresa chinesa dona do estúdio Riot Games, que administra o game League of Legends) possui um estilo de animação mesclando desenhos tradicional com um pouco de CGI. Os personagens (tanto no mundo real como dentro do game) possuem uma movimentação bastante fluida e existem muitos detalhes ao fundo da animação. A única falha (quase que imperceptíveis) do anime ocorre em alguns breves momentos em que os personagens ficam com uma movimentação robotizada.

A historia da serie consegue mostrar muito bem que seu proposito é mostrar o conflito entre jogadores novos e antigos no ramo profissional dos e-sports. O motivo para Ye Xui ser forçado a se demitir da equipe pode ocorrer em qualquer área esportiva (inclusive no mundo dos e-sports), aonde jogadores mais velhos são “substituídos” por jogadores mais novos (mesmo eles possuindo algumas habilidades técnicas e experiência). A serie também mostra que ira colocar em debate a questão de um jogador profissional jogar por amor ao game contra jogadores que estão apenas em busca da fama.

Diferente de Sword Art Online e Log Horizon (que usam de realidade virtual/aumentada para os acontecimentos de dentro do game), em Quan Zhi Gao Shou vemos os acontecimentos de dentro do game Glory através da imaginação dos personagens. A serie tenta emular um pouco da visão/imaginação que, nós, os jogadores tentamos ter quando estamos jogando sozinhos ou com companheiros nas partidas online. Dentro do game ainda vemos que a serie faz uso de termos basicos utilizados em diversos games online, o que faz com que o anime também possa ser assistido pelo publico comum.

Com uma animação muito bem produzida, mesmo com a quase imperceptíveis movimentação dura dos personagens, o destaque da adaptação da obra de Blue Butterfly esta em sua historia representar um pouco do lado competitivo dos e-sports e a representacao de um jogador mais velho tentando retornar ao circuito profissional. O uso da imaginação dos personagens, para mostrar os acontecimentos que ocorrem dentro do game Glory, também é outro ponto a favor do anime.

Se Quan Zhi Gao Shou continuar seguindo esta linha em sua historia é possível que a serie se torne uma das melhores animações da atualidade voltado ao publico jogador de games online.
Patreon de O Vértice