Resenha de Lego Batman



Em Storytelling é consenso que não existem bons estilos narrativos, o que existem são boas histórias, independente de seu gênero. Portanto, mesmo sendo um filme infantil, este longa pretensioso e ao mesmo tempo leve entrega tudo aquilo que prometeu surpreendendo os fãs.

Em Lego Movie, um dos personagens coadjuvantes já havia chamado a atenção dentre as dezenas de referências a cultura pop que o filme faz: o Batman. Logo o estúdio tratou de produzir um spinoff dando direito a um espetáculo só para o morceguinho.

Novamente cheio de referências e sem se levar a sério, a narrativa nos leva pela cidade sinistramente colorida de Gothan, sem nos deixar esquecer que aquilo é universo lego, claro, fazendo diversas citações a todas as mídias que já contaram histórias do Batman que vão desde a série dos anos 70 até os filmes do Nolan de uma forma bem humorada.

Em seus incríveis blocos montáveis o longa satiriza o eterno conflito entre Batman e o Coringa, chegando até mesmo a fazer críticas que apenas autores como Alan Moore e Frank Miller ousaram fazer, como a autenticidade de um justiceiro mascarado e sua relação com a justiça real e a ética, além é claro de questionar o própria existência do personagem.

Mas isso vários filmes do estúdio já haviam feito, no entanto, o que causa mais estranheza é que foi este filme, que é voltado para o público infantil, quem conseguiu chegar mais perto (depois de Nolan, é claro) de fazer estas referências de uma forma mais adequada superando até mesmo produções como Batman Vs. Superman.

Agradando facilmente a família inteira, Lego Batman mostra que ainda há mentes sensatas dentro da Warner capazes de usar todos as suas marcas registradas que valem milhões para fazer alguma coisa além de uma sequência de cenas em Stop Motion concatenadas com explosões.
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