Saiba como foi o bate-papo com a JBC no lançamento de My Hero Academia


Neste final de semana foi realizado em São Paulo o evento de lançamento do mangá My Hero Academia (Boku no Hero Academia), em uma parceria entre a editora JBC e a Fnac. O evento contou com o time editorial, de arte e marketing da JBC, que detalhou como foi à produção da edição nacional da obra de Kōhei Horikoshi e das surpresas que o publico terá durante a publicação do mangá no Brasil.

Se você conhece não a obra, My Hero Academia se passa em um mundo aonde 80% da população possui algum tipo de super poder. Porem o jovem Izuku Midoriya, que faz parte dos 20% da população que não possui poderes, mas isso não impede que ele se inspire no herói All Might e siga seu sonho de se tornar um herói.

A obra, que é atualmente um fenômeno dentro do Japão, possui um anime de 13 episódios e seu mangá é publicado por lá pela revista Shonen Jump (Naruto, One Piece, Bleach), possuindo atualmente 10 volumes compilados. 

Para ter acesso à licença da obra e trazer o mangá para o Brasil, a editora JBC precisou enviar para a editora Shueisha uma proposta com todo o plano de marketing que será realizada durante a publicação da obra em nosso pais. A editora japonesa apenas autorizou o licenciamento para a JBC após a vinda de uma equipe da Shueisha ao Brasil (algo fora do comum neste tipo de negociação).

A editora japonesa chegou a enviar diversas orientações para a JBC, principalmente por que a obra é atualmente uma das promissoras para a Shueisha e ela vem promovendo diversas ações dentro do Japão (como o lançamento do anime, a produção de um game para 3DS e a inauguração de um café temático da serie) e realizando ações também em outros países (como um estande exclusivo da obra na New York Comic Con).

Para o Brasil a editora JBC ira realizar diversas ações de marketing de My Hero Academia, entre estas ações estão propagandas nas estações do metro de São Paulo e distribuição de diversos brindes para que quem adquirir a obra.

O mangá terá para este primeiro volume duas sobrecapas, a primeira é totalmente cinza e com um pôster interno.  Já a segunda é uma versão colorida emulando a capa original japonesa e com o verso prateado (este brinde será exclusivo para quem fizer a assinatura do mangá diretamente com a JBC).

Para quem fizer a assinatura do mangá também terá acesso a um marca paginas exclusivo em acetato, com a imagem do Midoriya e do All Might. A editora informou que no futuro também haverá outros brindes da obra para os assinantes, mas quem estava no evento teve acesso à sobrecapa-poster, um pôster exclusivo e diversos marca paginas de outras obras da JBC.
Os brindes exclusivos para os participantes do evento (esquerda) e o marca-paginas exclusivos para assinantes (direita)

A arte da capa de My Hero Academia seguiu um modelo diferente (e não espelhado) aonde todos os elementos da capa japonesa foram utilizados de alguma forma (por exemplo, a editora colocou na parte interna as propagandas fictícias e a palavra autor).

Para o logo da edição brasileira do obra, a JBC decidiu homenagear o logo dos heróis das HQs e na nossa edição foi feita uma homenagem ao logo clássico das hqs do Superman (já que a editora foi barrada de emular o formato do mangá americano, que homenageou as hqs da Marvel).

Está capa também foi projetada para que o leitor possa identificar a obra não importando o lado em que ela esteja. A editora explicou que fez desta forma devido a uma cultura dos jornaleiros de colocarem os mangás virados para o lado incorreto (no sentido de leitura Ocidental) e que a JBC não tem acesso direto a um contato com as bancas para explicar sobre o lado correto para a exposição de mangás nas bancas.
A edição nacional do mangá e a sobrecapa
Um dos assuntos mais delicados para o publico que acompanha mangás é a tradução/adaptação que é realizada em cima do conteúdo original japonês. A editora revelou que My Hero Academia foi uma obra bastante difícil de adaptar para nosso idioma, essa dificuldade se deve a grande quantidade de referencias, diálogos e jogos de palavras que só fazem sentido dentro da língua japonesa.

Para este caso a JBC optou em ver a melhor formar de adaptar os textos, mas mantendo a essência do texto original. Como exemplo, foi explicado como ocorreu o processo do anime e do mangá de YuYu Hakusho.

Nele o processo de dublagem foi usado uma tradução literal do japonês para o português, aonde a dinâmica das falas funcionava dentro do anime. Porem, o mesmo não ocorre neste tipo de processo no texto do mangá e assim fica sem sentido quando é realizada a leitura. Por esse motivo existe a importância da adaptação e localização dentro da tradução de um mangá.

Um exemplo de adaptação que foi feita para a versão brasileira do mangá, foi o uso da palavra Dom em vez de Individualidade. Segundo a editora, essa mudança foi realizada devido à palavra Individualidade ser muito longa. Já a palavra Dom se encaixa de forma melhor em situações de piadas, além de ser mais curta. Porem Individualidade ainda é utilizada em alguns momentos dentro da tradução da editora.

Durante a sessão de perguntas a JBC foi questionada sobre o uso de um meme em um dialogo dos personagens Midoriya e All Might. A editora admitiu o uso deste meme em uma fala cômica entre os dois e ainda afirmou que outros memes podem ser usados no futuro como uma forma de adaptação dentro da obra.

Também foi citado que o uso de palavras ou frases atuais são comuns dentro da dublagem, aonde foi usado como exemplo os desenhos YuYu Hakusho e Pica-Pau, e que o mesmo tipo de recurso pode ser adicionado para dentro do mangá, quando usado de forma correta.
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