Wolf in a White Van - John Darnielle | Crítica


Mesclar uma história em primeira pessoa, um protagonista desajustado e RPG pode gerar uma ótima história. E essa é a premissa de Wolf in a White Van, de John Darnielle.

Na trama, conhecemos Sean Phillips, um adolescente que sofreu um acidente que o deixou desfigurado e sem mais contato com pessoas, vivendo de forma reclusa. Sendo assim, ele usou o RPG, através de um jogo que criou, para se comunicar com o mundo externo. Este jogo, chamado Forte Itália, era jogado através da troca de cartas entre jogadores e o mestre, no caso, Sean. Porém, dois jogadores foram além dos limites e levaram ações para o mundo real, o que causou a morte de um jogador e o ferimento de outro. 

Desta forma, acompanhamos o desenrolar, de forma não linear, de como Sean e o Forte Itália chegaram a este ponto, além de vermos o desenrolar desta problemática. Tudo de maneira bastante alegórica, porém íntima, na visão de Sean.

Essa perturbadora trama, com elementos de Neil Gaiman, merece ser desfrutada! Não é um livro simples e focado em RPG ou numa aventura, mas sim numa visão de mundo pela ótica de alguém que nunca pode efetivamente desfruta-lo.

Confira a sinopse de Wolf in a White Van, da editora Record:

Bem-vindo a Forte Itália, um jogo de estratégia e sobrevivência... A primeira rodada já vai começar!

Depois de sofrer uma lesão que desfigurou seu rosto, Sean Phillips passa a criar jogos em que desconhecidos podem viver aventuras maravilhosas e trágicas. Sua primeira criação é Forte Itália, um RPG no qual ele envia uma cena por correio, e o jogador responde com uma ação. Bem simples. Mas o próprio Forte Itália, o objetivo final do jogo, com suas paredes labirínticas e sua promessa de estabilidade e segurança em meio a um Estados Unidos pós-apocalíptico, é inalcançável. Há apenas duas possibilidades: ou você continua em movimento, ou morre.
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