Os Invernos da Ilha - Rodrigo Duarte Garcia | Crítica


Leitores ávidos já esperam todos os anos os novos livros de seus autores favoritos, como Cornwell, Martin e Dan Brown. Porém, todos os anos somos arrebatados por desconhecidos autores em histórias capazes de nos prender e simplesmente esquecer outros livros.

Foi essa a sensação ao ler o ótimo Os Invernos da Ilha, do brasileiro Rodrigo Duarte Garcia. Suas 462 páginas mesclam uma aventura digna dos melhores filmes dos anos 80 com a profundidade requerida em uma obra literária de qualidade.

A trama do livro é intrincada: o protagonista Florian Links possui um passado complicado e resolve fugir de tudo para dar um novo sentido à sua vida. Sendo assim, ele resolve se refugiar em uma ilha isolada, onde conhece o curioso professor Philippe Rousseau. Ambos, orientados pela obsessão de Rousseau, passam a tentar encontrar um tesouro com base nas informações um diário antigo, repleto de mistérios e pistas.

Podemos classificar Os Invernos da Ilha como um jovem clássico, pois é capaz de criar a sensação que livros escritos há várias décadas são capazes, mas sem perder a velocidade ou se tornar anacrônico. Sem dúvidas uma das melhores surpresas do ano!

Confira a sinopse de Os Invernos da Ilha, da editora Record:

Romance de estreia do jovem autor Rodrigo Duarte Garcia – tratado desde já como o Conrad brasileiro

Os invernos da ilha é um livro de aventura, como não há no Brasil, que reúne um herói atormentado (e logo apaixonado), uma ilha fria e hostil escolhida como exílio (num convento misterioso), a descoberta de um diário de piratas (e, assim, a reconstrução de uma incrível história de corsários) e a busca por um tesouro escondido. Como diz Martim Vasques da Cunha no texto de orelha: “Rodrigo já pertence à categoria dos mestres. Os invernos da ilha costura Wallace Stevens, Melville, Conrad, Patrick O’Brien, os filmes de Indiana Jones, Os Goonies – sobrando até mesmo para o compositor Rachmaninoff –, com tamanha habilidade, que o leitor ficará atônito ao perceber que, no meio disto tudo, há a alegria de narrar uma verdadeira história”.
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