Guerra do Velho - John Scalzi | Crítica



A editora Aleph, que trouxe Tropas Estelares há algum tempo, agora nos brinda com mais um clássico Sci-fi militarista. Se trata de Guerra do Velho, de John Scalzi. A trama não é nada usual: a humanidade está presente em boa parte do universo, porém ainda continua colonizando planetas.

Para ser um dos soldados dessa força colonizadora, o ser humano precisa possuir as seguintes características: ter 75 anos de idade e abrir mão de sua liberdade e de sua vida. É desta forma que conhecemos o protagonista John Perry. Com a promessa de um rejuvenescimento secreto, Perry parte para um universo desconhecido e repleto de perigos.

O autor trabalha muito bem a descrição de armas e confins do universo, tornando a leitura dinâmica, porém aprofundada. Além disso, é possível perceber implicações de cunho filosófico e trazer para a nossa realidade. Esse é o verdadeiro objetivo da ficção científica que se preza. E tudo isso em menos de 400 páginas.

Com uma caprichada edição, Guerra do Velho é mais um Sci-Fi com temática militar, porém profundas reflexões filosóficas e que deve ser lido e muito bem analisado, pois é muito mais profundo do que algumas simples batalhas.

Confira a sinopse de Guerra do Velho, da editora Aleph:

A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.
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