Overwatch | Crítica


A Blizzard não lança games o tempo todo, mas sempre que ela lança nós podemos esperar algo de grande nível, não apenas no contexto do gameplay, mas também em diversos aspectos, seja character design, trama, a própria ideologia por trás da obra ou qualquer aspecto pequeno ou grande que possa se destacar em um jogo e na maioria desses aspectos Overwatch é o ápice do estúdio e certamente o meu game favorito dentre a lista de jogos já lançados pelo estúdio de WOW.

Vamos começar com o gameplay que é simplesmente brilhante, uma mistura interessante de MOBAs e FPS que combina melhor do que qualquer outro game que ousou a fazer esse mix. Com uma interessante casualidade para qualquer jogador entrar, jogar e se divertir, mas jogadores mais hardcore também vão encontrar camadas e mais camadas de profundidade e de desafios em masterizar um dos vinte e tantos personagens que temos disponíveis agora.

Aliás, se você está me dúvida se você gosta ou não do jogo, tente mais personagens e formas de jogar que uma hora você vai encontrar o personagem que melhor se encaixa com o que você gosta de fazer e vai perceber o quão divertida cada partida pode ser.

Mas já que estamos falando em personagens, a Blizzard conseguiu facilmente criar o melhor elenco de personagens visto em muitos anos. Além de todos terem um design incrível que nos faz querer testar um por um, eles compõem uma bela ideologia de inclusão que é muito mais interessante e sonora quando nós vemos ela funcionar de verdade, quando o game simplesmente encanta os olhos de pessoas que nunca se sentiram representadas em um jogo como nesse. Sim, isso soa tolo para quem sempre jogou videogame e sempre foram representados pelos jogos, seja com personagens que parecem conosco ou com personagens que parecem com o que nós gostaríamos de ser, mas certas pessoas nunca tiveram isso em um jogo e elas têm em Overwatch.

O design dos cenários também são interessantes, ainda que alguns jogadores tenham reclamado e com razão de que eles sempre favorecem a defesa, ainda que não tenham tantos cenários assim, todos eles têm um estilo e um visual interessante, uma pena contudo que nós não podemos escolher exatamente onde e em qual modos vamos jogar.

O ponto fraco, aliás, fraquíssimo de Overwatch, estão nas suas regras que certamente fazem que ele perca força no terreno dos eSports e seja casual demais para a área, pelo menos na minha concepção. Os modos de jogo, completamente aleatórios, são simplistas demais e as regras de você poder trocar de personagens a qualquer momento e poder repetir personagens dentro do seu time é demasiadamente tola. Além disso, a punição branda (ou falta de punição) pela morte dos jogadores também é um pouco simples demais. Isso tira um pouco o grau de competitividade que a maioria dos eSports tem em favor da diversão e da casualidade.

Por outro lado, o modo rankeado de Overwatch só sairá em algumas semanas e esse modo talvez traga algumas regras mais rígidas e uma forma de aprofundar os modos de jogo, pois a indecisão da Blizzard se Overwatch será um jogo casual ou hardcore pode acabar prejudicando a apreciação do game a longo prazo para algumas pessoas, ainda assim, essa é uma questão ridiculamente fácil de se resolver, basta acrescentar diferentes tipos de modo ao jogo com diferentes tipos de regras, pois a mecânica de qualidade, o gameplay viciante e os personagens apaixonantes já estão lá.

Agora, seja você um jogador que prefere games mais casuais ou um jogador mais hardcore, ao menos tentar Overwatch parece ser uma obrigação de todo e qualquer gamer, pois a Blizzard fez um trabalhar extraordinário em diversos aspectos e provavelmente só precisa de um feedback para melhorar alguns detalhes simples, mas que fazem uma grande diferença.

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