Supergirl | Primeiras Impressões

O episódio piloto da nova série da CBS acabou sendo “disponibilizado” (não oficialmente) seis meses mais cedo e revela uma nova série da DC Comics muito promissora, com uma heroína no papel principal.


Supergirl, como marca registrada do seu produtor, Greg Berlanti, se inicia com o discurso introdutório padrão The Flash/Arrow, o tradicional “My Name is ...”, que, no caso da nossa protagonista é Kara Zor-El. A partir daí, a série parte da premissa de que a história do Homem de Aço já é comum a todos os telespectadores, o que é verdade.


Kara tinha a missão de vir para a Terra junto com o seu primo, Kal-El, para cuidar dele, mas durante a explosão de sua terra natal, Krypton, ela acabou indo parar em uma zona fantasma e numa reviravolta da trama, por ter ficado presa lá durante um bom tempo, seu primo se tornou um herói grandioso e mais “velho” do que ela. Recapitulando, ela acabou se tornando a última filha de Krypton.


Resgatada pelo seu primo, este a introduz em um novo lar, com pais e irmã adotivos, cientistas que se incumbem de explicar para Kara como lidar com seus poderes e viver uma vida normal, longe dos holofotes. Enfim, ensiná-la a adaptar-se.


Aos 24 anos, vemos que Kara já está adaptada ao nosso mundo - ela até usa óculos e trabalha num jornal, assim como seu primo – trabalhando para uma chefe arrogante, com um amigo na “friendzone” (o provável Cisco/Felicity da série) e com um jeito meio atrapalhado de ser. Mais uma vez, vê-se a marca do produtor Greg Berlanti, ao colocar Kara em situações cômicas semelhantes as de Barry Allen, em The Flash.


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A relação de Kara com a irmã adotiva é um ponto positivo e ela entra em evidência na primeira missão de Kara como uma super-heroína, que é a de salvar um avião (quem imaginaria algo assim).


Após salvar o avião, fica claro que Kara não gosta da vida que leva, que seu propósito é muito maior do que simplesmente entregar copos de café para a sua chefe. E, nessa parte, ocorre o diálogo que mais evidencia o tom do episódio piloto inteiro e provavelmente da série, onde Kara diz para a irmã que “a sensação de voar é igual a de beijar alguém pela primeira vez”. Essa é uma comparação que, talvez, nunca saberemos se é verdade ou não, mas que acabou virando um bom momento cômico.


Como em toda série de herói, sempre tem alguém pra dizer que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, e, em Supergirl, esse alguém é também a irmã de Kara, que além de tudo, também trabalha para o governo numa divisão que eu resolvi chamar de Quartel General da Supergirl. Kara descobre esse segredo a respeito da vida da irmã após ir de encontro ao vilão Lenhador (vilão da Mulher-Maravilha nas HQs). Talvez, o grande problema da série seja o mesmo problema das demais séries de herói da DC (Agents of Shield também entrava nessa lista na 1° temporada) – a questão da série ser processual e trazer o famoso formato de "o vilão da semana". Isso satura a série e olha que só estamos no primeiro episódio e isso pode ser um grande ponto negativo se a série tomar esse rumo (mas não é nada que afugente muito quem já está acostumado e gosta desse tipo de série).


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Outro destaque do piloto vai para Jimmy Olsen, que aparece logo no início do episódio, sendo o “cara novo” que chegou transferido do Planeta Diário para o seu novo local de trabalho, por conter informações relacionadas (e privilegiadas) ao Homem de Aço. Kara o conhece ao ir buscar, a mando da sua chefe, fotos para uma reportagem. Ela se depara, ao entrar na sala dele, com uma foto do primo e fica simplesmente fascinada. Jimmy, então, dá para ela a fotografia como um presente.


No final do episódio, o presente que Jimmy dá para Kara é o “cobertor” que Clark usava quando criança e que servirá como a nova capa da nossa heroína.


Um dos momentos mais legais do piloto foi a cena “pós-crédito” ao melhor estilo The Flash, onde é possível ver um diálogo entre a “avó” de Kara e um dos seus aliados, diálogo esse que abre margem para inúmeras especulações. Será que, num futuro da série, teremos avó vs neta num embate épico? O que será que aguarda a nossa heroína em sua jornada?


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Agora algo bem negativo nesse piloto são os seus efeitos especiais, que estão péssimos e o que mais me espanta é saber que esse episódio foi o episódio de série mais caro já feito e isso inclui aí na comparação grandes séries como The Walking Dead e Game of Thrones, foram 14 milhões em um episódio e parece que eles ainda não descobriram como mostrar os poderes de Kara de uma forma efetiva. Porém, acredito que a tendência é melhorar, assim como aconteceu com The Flash.



Vale dizer também que o episódio piloto de Supergirl segue estritamente os famosos 12 passos da jornada do herói, tendo um desenvolvimento regular de cada estágio.


Dito isso tudo é seguro dizer que a série é pelo menos bastante promissora, salvo as ressalvas que já mencionei, ela introduz uma heroína com personalidade forte e independente, abre um leque infinito de possibilidade de introdução de outros personagens do universo DC e comprova que os astros de Glee funcionam como super-heróis (Grant Gustin e Mellisa Benoist). Vale destacar também, que a Melissa também apareceu em Homeland, lá na primeira temporada (e o que se viu foi muito bom ( ?° ?? ?°) ), ou seja, ela tem experiência também com séries mais sérias e em papéis mais difíceis.


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