Crítica | Wayward Pines 1x05 - The Truth


4028?! What the f*ck?!



Estamos de volta para falar mais sobre Wayward Pines! Espero que todos vocês tenham respirado profundamente antes de assistirem “The Truth”, porque eu estou tentando processar até agora o que aconteceu. Mas chega de introduções, especialmente porque – como repetirei a frente – fiquei sem palavras para usar depois desse episódio. Enfim, vamos à review!


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A sequência inicial foi um tanto aterradora. O desespero de não saber em que(m) Ethan estava atirando foi sentido por nós da mesma forma que foi sentido por ele, descontado – é claro – o fato de que ele era alvo fácil para uma criatura desconhecida e nós estávamos bem, só assistindo.


Talvez a inserção de novos personagens chame menos atenção do que deveria, já que só consegui ver esquisitice no “chefe” novo de Theresa, mas o que realmente é impossível não notar é como as coisas nessa cidade simplesmente são arbitrárias. Primeiro a prisão “civil” da semana passada, agora casas sendo “dadas”... “As a gift from his friends in Wayward Pines”. Só eu acho que isso é um pouco “fora” da realidade? Não me entendam mal! Wayne pelo menos foi bem construído, e o medo dele de Pam é compartilhado por todos nós.


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Correndo o risco de estar usando “prioridades” completamente erradas como parâmetro, tirando o final dos dois episódios anteriores (a criatura devorando o ex-xerife e a criatura observando Ethan), nenhuma cena realmente me fez “olhar por cima do ombro” – is that still a thing? – como essa em que a Sr.ª Fisher chamou Ben e os outros dois, e com uma calma que beira a psicopatia, entrou, apagou as luzes, montou os slides e começou a “orientação”. Se isso não é lavagem cerebral, eu não sei o que é. Pelo menos, como vantagem, a série continua a me dar razões para banir definitivamente psicólogos e sua pseudociência da minha casa.


E como se o fato de ela ser quem ela é – e de vir com essa “falsa calma” aterrorizante – já não bastasse para me deixar genuinamente assustado, ela começou com essa história de “First generation of Wayward Pines” uma ideia de primazia bizarra, numa mistura de discurso meio nazista e Hugo Drax – como não lembrar de “Moonraker”, a.k.a. “007 Contra o Foguete da Morte”? – feita da forma mais insana possível. Ah, e ainda por cima, contrastando isso com a “descoberta” da “verdade” pelas crianças e por Ethan foi simplesmente aterrador.


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Não satisfeito com tudo isso, Shyamalan resolveu que vai nos fazer ficar paralisados de medo pelo que ele tem para nos mostrar a seguir. O conceito de Aberrations, somada a fuga desesperada de Ethan pela floresta e a ideia de que, não só o mundo foi destruído – provando a teoria de que o que temos se trada de um futuro pós-apocalíptico – mas que essas mutações conseguiram superar a humanidade ao melhor estilo “I Am Legend” me deixou sem palavras.


Mas claro que, já que tivemos quatro episódios sem resposta alguma, agora recebemos respostas demais e, com elas, outro sem-fim de perguntas que mal posso esperar para ver respondidas, independente do temor que eu tenha dessas respostas.


Mostrar a queda da civilização humana, nos mostrar governados por mutações que evoluíram do próprio ser humano, explicar do que se tratam as instalações que vimos no episódio três, tudo isso somado a todo o resto foi suficiente para explodir cabeças (ou não). Particularmente, considerando a situação populacional e todas aquelas outras coisas que nós lemos os cientistas dizerem quando queremos ter uma noção de porque não devemos realmente fazer nada, a melhor de todas as respostas que Shyamalan nos ofertou foi a ideia de que a Natureza em si decidiu por um tipo de Reckoning, um acerto de contas pelas ações da humanidade, com direito até mesmo a uma versão da “Equação Anti-vida”, e a grande revelação de que, para variar, Toby Jones não está lá meramente para ser o misterioso Dr. Jenkins, mas que, na verdade, ele é David Pilcher, a mente que “previu” o problema e assumiu para si o papel de criar uma “arca” para salvar a humanidade. A H.I.D.R.A. ficaria orgulhosa (ou não).


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A retórica dele é impecável, e ele teria me convencido a voltar para Wayward Pines, embora, devo esclarecer, eu não teria a mesma... “inclinação” de Ethan para ter deixado a cidade para começo de conversa. Pilcher não está errado. Todo o conhecimento, a arte, tudo o que distinguiu a raça humana em seu ponto mais alto foi perdido, e os últimos resquícios dessa glória desaparecerão se a “colônia” Wayward Pines falhar.


Bom, eu vou parar por aqui, não só porque é onde o episódio acaba, mas porque preciso de um tempo para absorver tudo, e é claro, para um pouco dos livros, porque depois desse episódio, eu fui ali comprar a trilogia Wayward Pines, porque se a adaptação é assim, os livros de Blake Crouch devem ser fantásticos. Mas prometo voltar logo para discutir com vocês o próximo episódio. Então, por hora, é meramente, au revoir!

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