Crítica | Wayward Pines 1x02/03 - Do Not Discuss Your Life Before/Our Town, Our Law


Essa cidade fica cada dia mais estranha!



Sim! Quando você pensa que eu esqueci, estou de volta com uma review – dupla! – sobre Wayward Pines! Depois de tentar muito decidir se eu escreveria uma review simples para o segundo episódio ou não, acabei por assistir o terceiro e a vibe Lost me fez decidir que seria melhor escrever sobre os dois juntos. Então, se ajeitem na cadeira para a review de “Do Not Discuss Your Life Before” e “Our Town, Our Law”.


Eu quero começar dizendo que, de todos os cenários de purgatório/prisão, Wayward Pines é decididamente um onde eu não queria ser jogado. Pra começo de conversa, eu esperava que a série fosse aprofundar o mistério que envolve o que é Wayward Pines, apresentando sim algum suspense e outros mistérios, mas nada dessa forma.


O lapso de tempo apresentado entre os habitantes é muito suspeito, e como se isso não bastasse, você têm aquele conjunto pra lá de bizarro de regras, as quais Ethan parece decidido a não se adaptar, embora, para ser justo com ele, nenhum de nós estaria...


“Do not try to leave. Do not discuss the past. Do not discuss your life before. Always answer the phone if it rings. Work hard. Be happy. And enjoy your life in Wayward Pines”


Não satisfeita com isso, a série ainda nos faz rever a mais que macabra Enfermeira Pam e com Toby Jones, ou melhor com o seu Dr. Jenkins – porque Zola já não era macabro o suficiente... – que decididamente parecem ser outros dos membros da comunidade que talvez realmente saibam do que tudo isso se trata.


Talvez uma coisa que realmente tenha me incomodado é que você realmente não sente empatia pela maioria dos personagens, mas é muito (MUITO) fácil sentir repulsa. E não há cuidado com a forma em que isso é colocado. No piloto eu não tinha essa impressão, mas passei a simplesmente odiar o Xerife Pope. Ele é, de todos, o personagem que parece fazer menos sentido, o que facilitou aceitar a “morte” dele.


Outra pequena queixa que eu tenho é, embora eu acredite no “companheirismo” feminino, se uma Agente Federal simplesmente se dispõe a se afastar da estação de trabalho dela, dando a oportunidade a uma completa estranha – e seu filho com cara de “suspeito” (para dizer o mínimo) – de acessar um terminal com informações CONFIDENCIAS, simplesmente por causa de uma história envolvendo adultério, acho melhor começar a construir um bunker e apagar as minhas informações, porque uma ou duas das minhas ex podem achar esse truque muito útil...


Espero profundamente que o déjà vu em que Ethan viu sua família antes deles serem trazidos a em Wayward Pines seja explicado, já que este não é o único indício de quem o tempo funciona de forma diferente dentro da cidade. E embora estivesse bem óbvio que, quando Theresa e Ethan começaram a “fazer perguntas indesejadas”, eles iam acabar sendo jogados em Wayward Pines.


E já que o assunto é família, gostei de perceber que Ben vai ter um real envolvimento na trama, indo com a mãe para Wayward Pines, ser “movimentador” nas decisões, tomar parte atuante na história, inclusive nos livrando de Pope.


Ah, mas o caos completo não para por aí! Temos chips de rastreamento nas pessoas, execuções públicas que parecem ser rotineiras e aceitáveis (R.I.P. Beverly), e toda uma outra série de loucuras que me faz questionar o porquê dessas pessoas simplesmente não questionarem nada.


Bom, por hora, é isso. Não entendo genuinamente o que se passa nessa cidade. Porque mesmo os indícios de que isso seja um tipo bizarro de experiência governamental, não consigo entender o que é toda aquela instalação militar. E é claro, há sempre a questão de que diabos era aquilo que levou o corpo do Xerife. Mas posso dizer o seguinte: eu continuarei a assistir para descobrir.

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