Crítica | Daredevil 1x13 - Daredevil [Season Finale]

“This is the part where the Law meets Reality”

Nossa jornada finalmente nos trouxe a Season Finale. Finalmente nos reunimos para comentar os eventos do último episódio de Daredevil, que, por acaso, é intitulado “Daredevil”. Aqui vemos cada um dos personagens que nos cativou levar as ações até as últimas consequências. Vemos Matt finalmente assumir seu papel como um símbolo, como o Demolidor de Hell’s Kitchen, assim como vemos Fisk finalmente aceitar que ele não era o samaritano que redimiria a cidade, mas sim, o Rei do Crime.


Antes de partir para a review em si, quero tirar umas linhas deste texto para agradecer a todos por lerem, especialmente considerando o enorme espaço de tempo entre alguns textos, sem contar, é claro, com a demora até chegarmos à Season Finale. Enfim, muito obrigado por lerem e comentarem, espero ver todos vocês em 2016, para comentarmos a segunda temporada. Dito isso, vamos a review.


Embora tenha sido uma cena bem reflexiva, com todo o tom de “nova motivação” – aquele clássico da jornada do “herói” – e tristeza, com direito a revermos o Padre Lantom e tudo o mais, não posso deixar de apontar, assim como li no Banco de Séries, que foi um enterro envolvendo o Demolidor sem tocar “My Immortal”. A última das últimas dúvidas, amarras ou correlações entre essa superprodução e aquela lástima de 2003 finalmente foi sanada (hahaha)!


Tendo gastado literalmente a última gota de alívio – doentiamente – cômico que eu pude pensar, agora é hora de seguir para o texto sério! Afinal, quero falar sobre a maneira com que Fisk lidou com a traição de Gao e Leland. Porque ele ignorou os riscos e abandonou os limites para assegurar que a promessa feita a Vanessa – fazer os responsáveis pagarem – seja cumprida. E já que Leland Owsley não está mais vivo para assumir seu papel como Coruja – sim, eu não me esqueci disso! – talvez na próxima temporada, o filho dele o faça.


Mas enquanto as consequências disso se ajustavam por toda a cidade, e Matt, Foggy e Karen trollam a todos nós por conseguirem realmente “usar a lei” – e é claro, algum incentivo Vigilante – para desmoronar todo o esquema de Fisk, achando Hoffman e fazendo uma cena de prisão ao som de uma ópera – se alguém souber qual, por favor comentem, já que eu não consegui descobrir ainda... – tudo se direciona para as melhores sequências da série, para o momento em que cada um precisa aceitar aquilo que realmente é.


Wilson-Fisk-Armed-Guard


Já tendo sido preso, e é claro, tendo deixado seu esquema para fuga todo colocado em ação por intermédio de Vanessa, garantindo que ela venha a aceitar seu papel de devoção por ele, em seu último momento como Fisk, ele nos presenteia com um discurso que nem eu esperava. Afinal, não combinava com o ele simplesmente relembrar a história do viajante e do samaritano.


fiskE é depois disso, depois de contar essa história que Fisk aceita seu papel como Rei do Crime. Mostrar toda a extensão do poder e influência dele, a magnitude do que ele é capaz de fazer, toda a coisa do “If anyone tries to follow, on the ground or in the air. Take them out!” só garantiu que o titã que queríamos ver no confronto final contra o Demolidor era realmente aquele.


Mas enquanto o Rei do Crime tomava seu lugar no ringue, Matt nos leva num último passeio, encontrando Melvin Potter – e outros Easter Eggs do Gladiador – para buscar seu traje. E embora tenha havido certa discordância quando o assunto foi a indumentária do Demolidor, sou partidário da ideia de que a armadura tem similaridades com a que vimos na Daredevil #321.


MV5BOTI5NjcxODEyNl5BMl5BanBnXkFtZTgwNzU5MzIzNTE@._V1__SX1303_SY556_E quando o confronto entre esses dois finalmente ocorre, acho que não fica muito para ser dito. O Rei do Crime, determinação e brutalidade. O Demolidor, velocidade e técnica. Não só foi uma cena de luta, como temos todo o peso filosófico do confronto entre esses dois. O Rei do Crime, vendo seu sonho e seu império ruir pelas maões do Demolidor, expressou numa quote, todo o espírito do personagem:




“I wanted to make this city something better than it is, something beautiful. You took that away from me! You took everything!”.



E quando o Rei do Crime finalmente é derrotado, acabamos por finalmente vê-lo em um traje completamente branco, embora não o que nós esperávamos. Não satisfeitos com isso, ainda temos a manchete que é claramente uma homenagem a capa de Alex Maleev para o Daredevil Vol.2 #60.


É isso. Talvez eu tenha deixado muita coisa passar, talvez eu tenha esquecido uma ou duas – ou muitas! – referências. Mas a série nos deixa exatamente como esperávamos. Foggy e Matt seguiram em frente. Karen luta com aquilo que ela teve que fazer e com quem ela é. Vanessa partiu, enquanto aguarda o retorno de seu amado. O Rei do Crime foi preso, embora a sensação de que “isso é só o começo” tenha ficado. E é o que importa. A série nos entregou um projeto que, embora tenha sim trazido várias possibilidades de tramas para a próxima temporada, foi, acima de tudo, completo. E esse é o maior elogio que eu posso fazer a série, porque é mais do que eu posso dizer de metade das coisas que assisto hoje em dia. Ah, e como estas são as melhores últimas palavras que escrevi até aqui, e já agradeci, direi simplesmente “adeus”.

Patreon de O Vértice