Crítica | The Originals 2x22 - Ashes to Ashes [Season Finale]


“There is always another chapter to be told.”



Depois de uma temporada intensa, chegamos a Season Finale de The Originals. E como só nos veremos em outubro, a exemplo do que fiz em Gotham, vou abrir este texto com uma avaliação da temporada, para depois abordar os detalhes específicos da Season Finale. A nota estabelecida aqui vale para a temporada, e vou defender meu ponto de vista nessa primeira parte da review.


The Originals teve um ano de agitações e ameaças, temperado com desavenças, mudanças de corpos, sonhos arruinados, e é claro, Klaus destruindo sua relação com os irmãos, em mais um exemplo do já tradicional “os fins justificam os meios” do personagem.


A série começou com um público e rótulos pré-definidos, o que não é demérito algum, especialmente considerando a qualidade que a série nos apresentou em sua primeira temporada. Em seu segundo ano, tivemos uma queda desta qualidade, embora a série não tenha realmente perdido completamente a forma.


Acredito que o grande problema neste segundo ano tenha sido o gerenciamento dos personagens e tramas, que foi bem menos cuidadoso do que na temporada anterior.


Primeiro temos Davina, que hora é importante, depois – literalmente – some, e agora voltou para ser Regente dos Clãs. Temos também Esther e Dahlia, que não só podemos ver como uma repetição do tipo de vilã – ambas bruxas más – como também uma transição descuidada, já que o retorno de Esther foi construído no fim da temporada passada, a bruxa má poderosa que, com suas justificativas tortuosas, queria “concertar” a família e impedir o retorno da irmã ainda mais má, que acaba retonando mesmo assim. Ainda fomos forçados a aturar toda a trama Jackson-Hayley que foi pra lá de tediosa.


Mas, pelo que a Finale nos mostrou, a temporada seguinte resgatará os problemas e inimizades das duas temporadas anteriores, colocado Davina e Marcel novamente como inimigos de Klaus ao invés de buscar um inimigo novo inimigo que fosse – o que seria não só pouco crível, mas descuidado – ainda mais poderoso que os que vieram antes.


Dito isso, vamos aos detalhes de “Ashes to Ashes”, a Season Finale de The Originals.


Tenho que começar reclamando um pouco sobre Davina. Talvez tenha sido a ideia desde o começo, fazer com que as tramas retornassem, afinal, é mais fácil – e mais aceitável – recolocar as tramas anteriores do que sair criando novos inimigos a cada temporada. Davina, entretanto, ficou bem menos interessante como inimiga. Cami está certa quando diz que Vincent meramente largou uma garota “instável” – para dizer o mínimo – numa posição de poder excessivo. Esperava mais depois do discurso dela sobre a Era das Bruxas, mas tudo o que vi foi uma pirralha chiliquenta, reclamando porque um plano deu errado e que agora tem poder para revidar.


A volta de Rebekah a seu “eu” mais apropriado foi excelente. E embora entenda as questões contratuais e os motivos para a personagem querer retomar o corpo de Eva Synclair, não posso negar que fiquei insatisfeito com ter que dizer adeus a Claire Holt mais uma vez.


Dahlia acabou se saindo um tanto “bocó” – sim, meu uso da classificação "Rei Julian" veio para ficar – pro meu gosto. Primeiro, Klaus acabou enganando-a de uma maneira bem idiota. Também não entendi o que ela quis fazer destruindo a estaca. Quer dizer, usar os fragmentos para atacar os três até foi válido, mas sabíamos que não poderia acabar daquele jeito. Me pergunto o que acontecerá agora que a estaca se foi... qual será agora a arma capaz de matar os Originais?


E já que estamos nessa cena, o que vocês acharam da “redenção” de Freya? Toda aquela coisa de não querer matar Klaus e depois os libertar dos fragmentos da estaca não combina com a personagem que estava disposta a usar uma criança como isca.


Já Esther teve seus momentos e, de volta em seu primeiro corpo, gostei muito de como ela estava disposta a se sacrificar pelos filhos. Ela pode ser um monstro irredimível, mas ela fez um gesto genuíno pelos filhos.


Para terminar, Klaus e Cami foi simplesmente perfeito. Ele lembrar de cada pequeno encontro que os dois tiveram foi muito lindo. Ter terminado a temporada com Klaus contando a história – e as consequências da mesma – a Hope foi um rio de fofura. Elijah ter ido correndo atrás de Hayley – que espero, continue com a maldição do Crescente por um tempo – foi um tanto triste. Ele perdeu Gia e foi se rebaixar indo atrás da loba que causou toda a confusão.


Enfim, com um ou dois defeitos, a temporada foi boa. Espero que todos vocês voltem na Fall Season para uma nova temporada. Até lá!

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