Crítica | The Originals 2x20 - City Beneath the Sea


“Suddenly, forever seems like a really long time”



Outro dia para conversarmos sobre The Originals chegou. E depois do choque causado pelo final do episódio passado, “City Beneath the Sea” parece ter diminuído um pouco o ritmo, preenchendo lacunas e libertando Klaus, só para nos garantir o melhor nos últimos dois episódios da temporada.


Não me entendam mal! O episódio foi muito bom, mas ele não nos jogou direto na ação que esperamos dos próximos episódios. Ao invés disso, muito sabiamente, a produção decide tomar fôlego e esclarecer alguns últimos detalhes, preparar o terreno para o que está por vir.


Quero começar dizendo o quanto adorei Elijah usar Freya como isca. Pode parecer estranho começar com algo do final do episódio, mas considerando que a personagem sempre foi meio suspeita, e mais ainda, que ela não perdeu tempo em mostrar as garras agora que Klaus estava fora da jogada, pensando em usar Hope como isca. Já estava particularmente cansado dela continuar conseguindo causar problemas sem que consequência alguma recaísse sobre ela. #FoiBemFeito


E já que comecei pelos personagens que não agradam, vamos partir para Hayley e Jackson. Ela realmente caiu na zona de “não importa”. Essa trama dela com Jackson nem de filler merece ser chamada. A única boa cena que todo o “plot” dos lobos teve foi a do funeral de Aiden, que realmente impressionou. Não sei a razão, mas os funerais das séries da franquia simplesmente têm uma carga dramática muito pesada.


Francamente, não vou negar que concordo com a galera que espera que Jackson morra de uma maneira terrível, preferencialmente pelas mãos de Klaus, e até levando Hayley junto. Afinal, se Katherine – que era fod@ – não conseguiu se esconder de Klaus para sempre, e olhe que ela só havia estragado os planos dele de ser híbrido, imagine o que ele não fará com alguém que tirou a filha dele a força e, de certa forma, foi responsável por ele ter acabado com uma adaga no peito?


Agora passando para as coisas mais interessantes, eu realmente não esperava que Marcel fosse se apresentar para confortar Josh depois do que aconteceu com Aiden. Acho que, como o personagem foi meio que colocado como sidekick – talvez até um errands boy dos Originais – em grande parte da temporada, não tivemos muitos vislumbres dos lados mais emocionais dele.


Cami conseguiu minha atenção triplamente neste episódio. Começa com a preocupação dela com Klaus, que foi para deixar os shippers dos dois superfelizes. Depois, jogou na cara de Rebekah e Elijah uma verdade inconveniente: ela tem sido usada meramente como estoque de objetos das trevas. E por último, ela ainda compartilhou uma cena muito boa com Vincent, provavelmente sendo a responsável pela ideia dele de transformar Davina na nova Regente.


E falando nele, não consigo entender como Vincent pode querer abolir algo que é tão parte dele, parte da natureza de quem ele é. Mas se é isso que precisamos para ter Davina de volta ao centro das coisas, talvez seja um preço aceitável de se pagar.


Agora que já lidei com praticamente tudo o que aconteceu com os outros, vamos nos aventurar pelas traquinagens de Klaus e Dahlia.


Não havia dúvida de que esses dois acabariam sendo colocados numa trama juntos, especialmente depois que Elijah apunhalou – literalmente – o irmão. Dahlia e Klaus compartilhando flashbacks simplesmente funcionou. Essa construção de mais uma parte do passado dos Mikaelson foi feita de uma maneira muito boa, e mostrou não só o argumento de Dahlia para querer Hope, mas nos mostrou que o juramento da família é mais antigo do que parecia.


A fraqueza de caráter de Esther não foi nenhuma novidade, mas como imaginar é uma coisa, ver é outra, acabou servindo bem a trama. Sabíamos que Esther havia desistido de usar mágica, não tínhamos visto quando, e esse episódio preencheu essa lacuna.


Eu já suspeitava que Hope tinha um imenso poder, e contemplar a extensão das habilidades de Freya – engraçado como ela deixou esses detalhes de fora da narrativa... – e então somar isso ao poder do gene do lobo e do sangue híbrido de Klaus, dá para imaginar o nível de destruição que ela poderia causar. Não duvido que ela colocaria a cidade abaixo ainda na infância, e o resto do mundo durante a vida.


Toda essa conversa de Dahlia sobre treinamento, controle, e tudo o mais gerou uma dúvida: se Dahlia também é uma primogênita da linhagem, como ela aprendeu a controlar a extensão de seus poderes. Afinal, pelo que vimos de Freya, ela podia muito bem ter destruído cada viking que se aproximou dela e de Esther sem muito esforço... Como será que ela adquiriu controle? Será que a próxima temporada nos contará?


Bom, por hora é basicamente isso. A Season Finale logo chegará, o que significa que o que vimos aqui foi só o começo. Não sei se Klaus realmente resolveu se aliar a Dahlia porque acredita nela, porque era conveniente a ele para se libertar da adaga – queria saber como ela fez isso... – ou se tudo é parte de um plano para liquidar a nada querida tia. Podemos esperar de tudo de Klaus, e a fúria Shakespeariana provavelmente irá cair sobre Elijah e Rebekah muito em breve. Mas teremos que esperar pelo próximo episódio para saber.


P.S.: A música que toca no fim do episódio, durante o enterro de Aiden e depois, quando Elijah e Rebekah ouvem a mensagem de Hayley é “Matches”, do primeiro álbum da banda Letts. #DicaMusical

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