Crítica | Grey's Anatomy 11x22 - She's Leaving Home


“All I have to do is begin.”



Sinceramente, a única coisa que eu fiz até agora foi chorar. Não sei quanto a vocês, mas, para mim, na minha humilde opinião, este foi um dos melhores episódios de toda a série. Veja bem, não disse desta temporada, mas de toda a série. Isso porque ele nos mostrou uma evolução, em 1h20, de Meredith. A personagem principal, que, como bem nos alertou Shonda, seria o foco principal desta season. Então, sem mais delongas...


Antes de começar a falar da Maria, vou só comentar uma coisa que, a princípio, muito me incomodou, mas depois fez total sentido: a reação da Amelia. Logo quando ela começou a fazer piadas mórbidas, a agir como se não estivesse ligando e aquilo que tudo que a gente já viu, pensei: “para, que tá feio”. Não consigo entender porque as pessoas, em situações como essas, optam por se segurar ou fingir que nada disso aconteceu. Por mais que seja uma forma de se preservar e se proteger, não creio que seja a melhor alternativa, afinal, se segurarmos nossas emoções por muito tempo, em algum momento tudo vai sair de vez, como uma enxurrada. Fazendo uma analogia, é como se você passasse o dia inteiro sem comer e no fim do dia devorasse tudo que viesse pela frente, justamente pela ausência de alimento. E foi justamente isso que aconteceu. E que bom que aconteceu!


Nem foi preciso muito: bastou a pessoa certa (Richard) perguntar ou comentar da maneira correta que tudo fluiu como deveria ter sido desde o início. O desabafo da Amelia aconteceu na medida e na forma certa. O show na frente de todo mundo, a menção indireta à morte do irmão e todo aquele papo sobre a responsabilidade do médico foi fundamental para balançar com nossa menina de ouro. O melhor ainda estava por vir, é claro. E veio. E como eu já mencionei algumas vezes, a relação com o Owen está acontecendo do jeitinho certo, tão certo que a volta dele da missão se encaixou perfeitamente diante da situação. Ela surtou justamente com alguém tão quebrado quanto ela (vale lembrar que isso não é uma competição) e isso foi fundamental não só para os próximos episódios, mas também como forma de coerência com tudo que acompanhamos nesta temporada.


A atuação, as falas, a interação entre eles. Tudo. Absolutamente tudo foi sensacional. Eu não conseguia não me colocar no lugar da Amelia, tentei enxergar ao máximo possível o porquê daquela reação inicial e aí sim tudo se encaixou, a ponto de a minha inquietação ser superada. Caterina Scorsone e Kevin McKidd estão de parabéns, principalmente a Caterina, por me fazer entender e compreender algumas atitudes que as pessoas têm que, a priori, parecem obscuras, mas que no fundo tem um real sentido.


E é claro que não posso deixar de parabenizar a personagem mais querida (sqn) da Shonda. Maria Edite, meu amor, o que foi isso? Eu até hoje estou enxugando a minha casa, porque esse dilúvio vindo dos meus olhos não está no gibi. Sen-sa-ci-o-nal! O seu afastamento, as atitudes parecidas com a Ellis, as atitudes diferentes da Ellis e todo o flashback envolvendo a sua relação com o Derek (desde a 1ª temporada até agora)... Tudo aconteceu com uma sincronia tão absurda que nem eu consigo explicar tamanha magnificência.


Sim, foi lindo de ver a evolução da Mer de antes para a Mer de agora. Logo no início, quando ela saiu com Zoe, temi a acreditar que ela seguiria os mesmos passos da mãe, mas ainda bem que não me precipitei e vi que os flashbacks serviram para mostrar o quão diferente da mãe ela é. Quem diria que aquela mulher chorona iria olhar para trás e perceber que nada disso se repete? Que hoje ela é forte, entende que tudo isso, por mais doloroso que seja, faz parte da vida e que o carrossel, tão mencionado nos episódios, é como a vida, não para nunca, porque a vida não para! Ela continua... E a única coisa que nos resta é seguir em frente.


Não tenho mais como elogiar a Ellen. Já me faltam elogios para essa mulher. O que ela faz, a forma como ela faz... É tudo de tamanha significância e nos toca tanto que chega a ser doído. E para massacrar mais ainda, vem todo aquele flashback, mostrando falas e detalhes que eu jamais levei a sério, até ontem. Realmente, foi um divisor de águas. “She's Leaving Home” foi a concretização de uma nova era! É como se fosse o fim de um quebra cabeça e o início de outro. Ou a continuação... Quem sabe?!


P.S.: “Chasing Cars” como trilha sonora =’(.


P.S.: Bailey expressou como é a mulher na vida em menos de 5min.


P.S.: A cena da Amelia com o Owen foi típica de vale a pena ver pra sempre.


P.S.: O que foi aquele abraço da April e do Jackson? Awn, também quero <3


P.S.: Alex sendo um fofo, não desistindo, sendo um amigo, uma pessoa... <3<3


P.S.: Catherine pedindo o Richard em casamento. AÍ SIM, HEIN!


P.S.: Só eu esperei pela Cristina e pela Addison? Pera, só eu esperei por um enterro digno?


P.S.: Meredith usando o scrub cap do Derek =’).


Então, é isso. Não tem mais jeito. Mas será que acabou? Não, ainda não. Faltam dois episódios... Espero vocês! Mega beijo e até a próxima!

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