Crítica | Forever 1x22 - The Last Death of Henry Morgan [Series Finale]

“It’s a Long story”

Um dia realmente triste chegou. Hoje nos reunimos pela última vez para discutir sobre Forever. O Upfront clamou suas vítimas, e o nosso querido Dr. Henry Morgan está entre elas. Mas ainda resta “The Last Death of Henry Morgan”, a Series Finale de Forever para discutirmos.


Quero começar pelas preocupações que se abatem sobre cada um de nós quando um cancelamento chega. Mesmo sendo “cancelada”, Forever não nos deixou com cliffhangers extremos e infinitas pontas soltas. Descobrimos como Henry revelou seu segredo a Abigail, que as armas que criaram ele e Adam não têm o efeito esperado e até temos um pouco de justiça/vingança pelo que Adam fez com Abigail.


Tivemos ainda o momento que Henry mais temia, Jo descobrindo a verdade. Gostei muito de como a série apresentou essa ideia, especialmente porque não forçaram um final “happily ever after” para os dois. Ela descobre o segredo e sim, a curiosidade da reação dela fica, bem como a vontade de saber o que aconteceria em seguida, mas pelo menos não fizeram um gigante flashforward ou inventaram qualquer desculpa para os dois já terminarem juntos.


Não vou dizer que o cancelamento me pegou de surpresa. Mesmo gostando de uma série, é importe ser realista quanto a números de audiência e fatores comerciais, do mesmo jeito que é preciso saber aceitar a opinião de quem não gosta da série, ou critica a premissa simplesmente por fazê-lo. Eu gostei da série, e isso não vai mudar. Fui realista aqui quanto às chances de cancelamento, e mesmo assim torci para que a série tivesse a chance de ser renovada. É isso que a vida de um seriador é. Assistir aquilo que se tem vontade, seja uma “modinha”, uma série odiada, ou aquela série que você sabe que é bem bobinha, mas quer continuar assistindo.


E talvez num canal a cabo a situação tivesse sido outra. Afinal, uma série em que Cuba Godding Jr. e John Noble aceitam fazer participação não deveria ser subestimada. Talvez se o dia e horário de exibição fossem outros, a situação tivesse sido diferente. Mas não foi. Então resta-nos dizer adeus a série. Porém, antes disso, vamos aos detalhes da Series Finale.


Vou começar questionando algo que genuinamente me deixou curioso: Como a Adaga de Adam acabou indo parar no museu? Eu até entendo que era preciso uma justificativa para retomar os elementos que o episódio abordou, e é claro, gerar um “caso da semana”, mas queria saber mesmo assim.


Já que estamos falando do Púgio, não sei se foi só comigo, mas quando foi revelado que aquele era um Púgio envolvido no assassinato de César, em algum lugar na minha mente a ideia “Adam é César?” se formou. Mas além do episódio ter esclarecido isso, penso que se César tivesse retornado dos mortos como um imortal depois do fatídico episódio, o mundo e a História seriam bem diferentes. Mas foi uma boa escolha mesmo assim. Afinal, de todos os casos e crimes da História para se relacionar com Adam na Series Finale, os Idos de Março, o assassinato de Júlio César, foi decididamente a escolha mais acertada. Todo o peso de uma das maiores conspirações da humanidade é a perfeita pièce de résistance para o fim da série.


A cena de Henry e Abe se despedindo de Abagail foi linda. Embora o mistério envolvendo ela tenha sido resolvido no episódio passado, foi bom mostrar uma última despedida dela. Especialmente porque essa perda influenciou o comportamento de Henry com relação à Jo durante o caso. Ter apresentado o distanciamento entre os dois durante o episódio, distanciamento esse que foi causado pelos segredos mantidos por Henry, tentando protegê-la de um destino similar ao de Abigail ou um dos outros mortos do episódio, funcionou para ampliar o impacto que Jo deve ter sentido ao descobrir que Henry é um imortal.


Lucas tendo mais um de seus momentos com o lenço no começo do episódio e o “DO paperwork. Now”. E mostrar o quanto ele foi afetado por trabalhar com Henry, o quanto existe uma relação fraternal entre eles, a ponto de Henry dizer um “You’re smart, Lucas”, foi um encerramento perfeito para esses dois.


Ainda tivemos direito a outra das cenas em que Hanson chega, tendo feito um trabalho policial exemplar, só para descobrir que Henry e Jo já tinha deduzido a informação. Vou sentir falta de alívios cômicos como esse.


Gostei de como Abe manteve-se preocupado com a possibilidade, não só de Adam achar e usar, mas de um dia, Henry querer testar a teoria sobre a arma. Gostei mais ainda porque reforça a preocupação que ele tinha em não deixar Henry sozinho.


Decididamente Adam mereceu o que Henry fez com ele. A crueldade de Adam é mais ilimitada do que achava possível. A quantidade de tortura e mutilação que ele impôs em Xander foi realmente trabalho de serial killer. Gostei muito do confronto final entre ele e Henry. O momento “I am a DOCTOR” e a ironia da vingança final de Henry foi simplesmente perfeito.


Enfim, é isso. Forever, nos deixa órfãos, como é tradição de acontecer no Upfront. Espero que vocês tenham gostado da série e das reviews tanto quanto eu gostei. Foi muito bom trilhar essa jornada com vocês. E, como na vida de um seriador sempre há uma nova série, talvez nos encontremos novamente em outras reviews. Então, obrigado e até a próxima.

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