Crítica | Forever 1x21 - The Night in Question


“You are Alone”



Sim! Estamos juntos mais uma vez para comentar os acontecimentos de Forever! Chegamos ao penúltimo episódio da série, e Henry se vê forçado a confrontar o mistério que atormenta sua carreira: o destino de Abigail.


É claro que, o leitor deve estar pensando: se “The Night In Question” não é a Season Finale, como o mistério da temporada já está sendo resolvido? Bom, é verdade que o destino de Abigail tem sido um mistério ao longo da temporada, mas a produção resolveu que a Season Finale nos colocaria em um confronto ainda mais decisivo, confronto esse que teremos que imaginar, pelo menos até que o próximo episódio chegue. Mas com um título como “The Last Death of Henry Morgan”, coisa boa é que não pode acontecer.


Quero começar com uma observação negativa. Acho que a série já usou essa “surpresa” com Jo não ter ido para Paris com Isaac demais. Apesar disso, foi estranho e ao mesmo tempo legal mostrar o lado paterno de Hanson. É um aspecto do personagem que não foi trabalhado tanto antes, e embora tenha sido uma surpresa, não prejudicou em nada a trama.


Gostei da ideia de que Abigail tinha planejado uma vida com Henry, depois de tudo. A casa tinha todo o tom dos dois, e teria sim sido perfeito. O flashback da chegada deles, todo o detalhe dos Heléboros foi mais uma das boas sacadas da produção.


E já que estamos em Tarrytown, acho que todos nós ficamos apreensivos quando Henry encontrou o cadáver no jardim, e aliviados ao descobrir que não era Abigail. Achei muito legal como a série conseguiu entregar um “caso da semana” sem perder o foco ou deixar de solucionar o mistério de Abigail.


Seguindo o caso, eu teria sido mais rigoroso com Jo por ir atrás de um Juiz Federal para um caso que nem se quer deveria pertencer a NYPD. Mas confesso que Henry simplesmente sair descrevendo os detalhes do acidente só por ver o carro do juiz serviu como mais um lembrete do quanto a série é fantástica e merece ser renovada.


Ah, não posso deixar de dizer o quanto esse jeito que a Lt. Reece tem de simplesmente “empurrar” Henry para lidar com as situações e interrogatórios que alguém com um distintivo não poderia fazer é muito legal. Além de ser um excelente alívio cômico, é meio que a maneira dela de reconhecer a eficiência do nosso Dr. Morgan.


A produção da série nunca me decepciona nas referências, seja no departamento histórico, na trilha sonora, e agora na minha área, a literatura. “When You Are Old” é decididamente um dos meus poemas favoritos do irlandês William Butler Yeats.


Quando Jo foi buscar Henry na delegacia, assim como na cena em que eles encontram os ossos de Abigail, parte de mim gostaria que ele tivesse contado toda a verdade a Jo. Talvez, só talvez, se o telefone da nossa detetive favorita não tivesse tocado, quem sabe se aquele “Who is she to you?” dela não obteria uma resposta?


Lucas decididamente roubou a cena várias vezes no episódio. Primeiro foi ele dizendo que Jo e Henry seriam o casal mais legal que ele conhece, o que dá voz a todos nós que shippamos esses dois juntos. Depois, a cara de surpresa dele quando Henry mostrou seu laboratório foi impagável! E ele ainda compartilhou um momento super legal com Henry, lendo a história que os ossos contavam – este comentário foi especialmente endereçado aos fãs de Bones – de maneira mais completa. Certo, por um momento, pareceu ainda mais difícil do que ter certeza de que Abigail estava morta saber que ela tinha tirado a própria vida, mas se Lucas não estivesse lá, talvez a katharsis gerada pela revelação do final do episódio tivesse sido menor.


E esse final? O que dizer? Honestamente, eu não sei. Acho que, assim como Henry, todos nós suspeitávamos que Abigail estivesse morta, e sempre existiu a possibilidade de Adam estar envolvido, mas nunca achei que a “culpa” dele pela morte de Abigail seria algo tão subjetivo. Ela morreu para proteger Henry, o que já foi suficiente para trazer lágrimas para todo mundo e, ao mesmo tempo, o sacrifício dela protegeu Henry, mas humanizou Adam – minha opinião – que, mesmo sendo um assassino e um criminoso, sempre esteve sozinho, cheio de dúvidas que, por ser o único da espécie, ele não tinha como responder.


Resta-nos agora esperar pela Season Finale, e torcer para que a série seja renovada. Afinal, embora eu queira que Jo e Henry acabem juntos, não quero que isso seja acelerado no fim da temporada meramente como um prêmio de consolação. Então, espero todos vocês no próximo texto, para discutirmos a Season Finale desta maravilhosa jornada que tem sido Forever. Não esqueçam de comentar, e é claro, adotar a hastag #RenewForever. Até a próxima.


P.S.: Como a #DicaMusical da review anterior agradou, e é claro, como a música desse episódio também foi fantástica, resolvi acrescentar essas informações de novo. A música que abre o episódio é “I’ve Got Dreams to Remember” do norte-americano Otis Redding. Já a música da cena fatídica da conversa de Henry e Adam no fim do episódio é “We Might Be Dead By Tomorrow” da cantora francesa Soko. Vale a pena conferir ambas as músicas. #DicaMusical.

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