Crítica | Daredevil 1x12 - The Ones We Leave Behind

“Fisk is an animal and we are backing him into a corner”

Sim! Cumprindo o que prometi, estou de volta para comentar com vocês o décimo segundo episódio de Daredevil. A jornada de Matt Murdock e Wilson Fisk em direção as suas identidades como Rei do Crime e Demolidor fica cada dia mais emocionante, embora este episódio em si tenha diminuído o ritmo e cometido um ou dois errinhos.


Não me entendam mal! “The Ones We Leave Behind” atende ao padrão de qualidade da série. O episódio em si apresenta partes importantes do desenvolvimento que veremos na Season Finale. Mas assim como no episódio passado, a série nos apresentou uma morte pra lá de desnecessária, além de ter episódio se prendido demais em nos lembrar do “passado” de Karen Page.


Vou começar por Karen, especialmente porque achei que foi gasto um tempo excessivo com a personagem. Sou forçado a confessar que, por mais que eu entenda terem tirado todo esse tempo para mostrar Karen sendo atormentada e tentando lidar com o que ela fez no episódio anterior, essa era decididamente a ÚLTIMA coisa na minha “must see list” para esse episódio. Certo, toda a conexão disso com o passado – e possível retorno – de Karen com as “drogas pesadas” até foi bem legal, já que a personagem realmente tem um vício em heroína, mas mesmo assim... não precisava tanto.


Já noutra parte da cidade, Fisk recupera um de seus “entes queridos” só para descobrir que perdeu o outro. Vanessa finalmente parece estar se recuperando, e com isso, ela recupera o papel de “direcionador” do Rei do Crime, mas em compensação, ele perde Wesley e precisa tomar providências para lidar com isso.


Enquanto isso, o Devil de Hell’s Kitchen encontra-se novamente com Ben Urich, agora numa busca pelo último dos associados de Fisk que ele não havia confrontado, no caso, a nossa adorada Madame Gao. A série escolheu uma hora estranha – e um tema estranho! – para usar como alívio cômico no meio dessa conversa, já que “nobody looks a blind man twice” foi um tanto insensível.


Matt acaba por exagerar um pouco no parkour enquanto tenta seguir um dos entregadores de Gao, e finalmente acaba por encontrar a fonte da heroína que era transportada pelos Russos e agora por Fisk. E embora o nosso “herói” tenha causado problemas, ele ainda acabou sendo derrubado por Gao com um único golpe.


Madame-Gao-Masked-Man


Tendo seus negócios interrompidos e finalmente confirmando as nossas suspeitas de que ela estava por trás do atentado à Vanessa, Gao e Leland têm seu momento de “adeus”. É aqui que um dos maiores Easter Eggs da temporada aparece. Afinal, é quando Leland questiona se ela voltaria para a China e ela responde que a terra dela é um lugar muito distante que ela nos dá o maior indício de quem ela é e de onde ela veio.


Já dava para perceber que ela tinha relações com o Punho de Ferro pelo símbolo que estava estampado nas drogas vendidas por ela são uma referência ao Serpente de Aço, um dos vilões do Punho de Ferro. Este vilão, por acaso, é nativo de K’un L’un, uma das 7 Capitais do Céu. Eu, e muitos outros fãs, reviewers e pessoas em geral achamos que é correto supor que Madame Gao seja uma identidade assumida – ou um personagem baseado em – por Crane Mother, a líder de Z’un Zi, outra das Capitais. É claro que é tudo especulação, mas se você gostou tanto da personagem quanto eu, acho que é bom poder torcer pela possibilidade de que ela participe da já encomendada série da Netflix sobre o Punho de Ferro.


Mas tendo agora dito adeus a Gao, vamos caminhar para mais uma morte um tanto quanto errada da série. É claro que, houveram outras boas cenas antes desse momento específico. Afinal, a saída de Ben Urich do Boletim, e a esposa dele novamente servindo – assim como Vanessa para Fisk – como um motivador, um direcionador que o empurra a fazer aquilo que ele deve fazer, independente do resultado, foi muito bom. Ah, e como resultado da demissão, pudemos dar uma olhada melhor nas matérias emolduradas sobre a Batalha de New York.


fisks-revenge-daredevil


O tom da conversa entre Ben e Fisk foi interessante. Dois homens que viram o seu tempo chegar e passar, que viram a futilidade frívola da modernidade tomar conta do mundo que os cerca, que viram verdade e moralidade se tornarem obsoletos, dois pilares antigos, lutando para se manter de pé perante a decadência.


A morte de Ben acabou por sendo menos “gráfica” do que as outras que já estávamos acostumados, e também um tanto mais... “decepcionante”. Afinal, o personagem teria muito mais a oferecer para trama do que simplesmente acabar morto, deixando uma esposa doente e tantas outras pontas soltas.


Enfim, é isso. Não comentei sobre a fala de Gao sobre a Fé ou sobre o quanto foi... “descuidado” da parte de Fisk ter confiado em Leland para fazer qualquer coisa porque acho que são cenas que demandam uma reflexão mais pessoal. Espero ver todos vocês na review da Season Finale, e é claro, que vocês comentem o que acharam dessas duas mortes prematuras. Por hora, au revoir!

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