Crítica | Daredevil 1x07 - Stick


Mais surpresas estão por vir.



Finalmente voltamos a nos reunir para conversar um pouco mais sobre Daredevil. Nossa jornada chegou ao sétimo episódio, intitulado “Stick”. Embora o episódio tenha atendido a uma necessidade da trama como um todo, finalmente centrando um episódio na infância de Matt e no desenvolvimento de suas habilidades, algumas coisas talvez tenham ficado um tanto “soltas” demais.


Uma escolha sábia feita no episódio foi se focar em eventos posteriores a morte do pai de Matt, nos dando um primeiro vislumbre do Orfanato St. Agnes, mesmo lugar em que Skye/Daisy Johnson/Quake – só eu acho que ela está aprendendo a acumular nomes com Daenerys? (hahaha) – foi criada.


Mas, seguindo em frente, assim como o episódio diz em seu título, nos encontramos finalmente com Stick, brilhantemente interpretado por Scott Glenn. Decididamente um dos personagens que eu mais queria ver inseridos na série, não só pela complexidade do personagem ou pelo alcance do mesmo – já que Elektra também já passou pelas mãos do Criador de Heróis – mas principalmente pela personalidade dele. Stick é impaciente, irônico, e decididamente não mede esforços para conseguir alcançar seus objetivos. E, como era de se esperar, o personagem alcançou as expectativas, deixando uma trilha de enormes perguntas não respondidas para os próximos capítulos.


Ele já chega deixando claro o tom que o personagem teria, cortando uma mão e ameaçando remover membros que a maioria dos homens não ficaria satisfeita em perder, tudo isso em mais uma das cenas “escuras” da série – falei disso no texto passado – com uma pitada do estilo sanguinário de Tarantino.


Finalmente atribuir nomes a outros integrantes da turma do Rei do Crime foi outra boa jogada da série, mostrando um primeiro contato – já antecipado pelos eventos do episódio passado – entre Matt e Leland Owlsley e finalmente nos revelando que Nobu é muito mais do que alguém ligado a Yakuza.


A trama do Céu Negro realmente não foi explicada, nem deixou nenhum tipo de dica para apoiar teorias – o que, claro, não nos impede de teorizar... farei isso já já – sobre o que ele seria. Também foi um tanto falho não ter mostrado a cena da “morte” dele. Teria fortalecido o impacto do diálogo dele com Matt se tivéssemos a imagem de Stick realmente atravessando Céu Negro com uma flecha. Me pergunto como a CW se sente tendo iniciado essa mania de arcos na TV...


Stick também é uma conexão definitiva com as tramas que envolvem O Tentáculo (The Hand) e Os Virtuosos (The Chaste). Para os leitores dos quadrinhos, o personagem, criado por Frank Miller, apareceu pela primeira vez no arco clássico com Elektra, no Dardevil #176, publicado em 1981.


Antes de chegar ao fim – não, eu não esqueci de falar sobre Foggy, Karen e Ben Urich, eles têm seu parágrafo logo em seguida – quero deixar minhas ideias sobre o Céu Negro. Primeiro quero deixar claro que são teorias, não só minhas, mas que circulam pela internet. Então, não só espero que vocês mantenham em mente que são teorias, mas que contribuam com seus comentários sobre as mesmas. Quando você vê uma criança acorrentada daquela forma dentro de um container, você no mínimo suspeita que a amplitude de seja lá o que ele pode fazer é enorme. Não sei se O Tentáculo teria seus próprios experimentos com Inumanos, ou se ele é algo ainda mais poderoso. Madame Gao talvez saiba, mas isso já é se adiantar demais...


Antes de terminar, não posso deixar de dizer que Karen realmente está se saindo muito bem no controle dos sub-plots. Dar continuidade a personagem de Elena foi uma boa escolha, já que além de Karen, ela também reflete e representa as consequências que o povo comum sofre pelos acontecimentos que se desenrolam no submundo de Hell’s Kitchen. A trama dela com Ben Urich também não fica para trás, e já dá sinais do destino da personagem (no spoilers!). E como se não bastasse, ela e Foggy são simplesmente muito fofos juntos, e os argumentos dela para convencer Urich a aceitar Foggy na investigação foram muito legais de se ver.


O episódio foi bom, embora tenha ficado um tanto abaixo do padrão que os anteriores estabeleceram, especialmente por essa completa falta de informações sobre Céu Negro. Afinal, uma coisa é criar um cliffhanger, outra é deixar a coisa simplesmente solta, já que o máximo que tivemos aqui foi o garoto servindo como um reforço da ideia de que Matt ainda não mata. Talvez tenhamos mais respostas em outras produções – é a cara da Marvel – mas isso não anula o fato de que ele sobrou bonito neste episódio. Veremos mais de Nobu muito em breve, e mais – evidenciado pelo final – da eterna rivalidade entre The Chaste e The Hand. Então, não esqueçam de comentar suas teorias, e nos vemos no próximo texto. Até lá!

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