5 filmes que muita gente não sabe que são baseados em livros

Ao ler um livro muito bom, naturalmente surge aquela torcida para que ocorra uma adaptação para o cinema. Quando realmente acontece, muitas vezes após os créditos subirem na tela surge a frustração e mil comparações com o que foi intencionado originalmente pelo escritor.


Outras vezes, os diretores criam versões ainda melhores do que as dos autores, tem gente que discorda disso, mas sabemos que acontece embora não com tanta frequência.


Mas e quando você não leu o livro ou ao menos sabe que o filme é uma adaptação? Você conhece Dennis Lehane, Kyril Bonfiglioli ou Winston Groom? Não? Mas com certeza conhece os filmes que foram baseados nos livros desses escritores, por isso nós resolvemos criar aqui uma listinha de 5 filmes que você talvez não saiba que é baseado em um livro.


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O recente filme protagonizado por Johnny Depp foi inspirado no The Great Mortdecai Moustache Mystery, quarto e último livro de uma série escrita por Kyril Bonfiglioli e finalizada pelo escritor Craig Brown, depois que Bonfiglioli morreu em 2006.


No livro, o personagem Charlie Mortdecai é bizarro, excêntrico e engenhoso. Quase a descrição perfeita de um personagem feito para Depp. Aliás, o ator era fã do livro e correu atrás para conseguir transformá-lo em filme. Uma pena a adaptação não ter saído tão bem nas telas do cinema.


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O filme de Martin Scorsese que recebeu críticas mistas após seu lançamento em 2010 (mas que nós amamos) teve origem no livro Paciente 67, de Dennis Lehane.


O escritor é pouco conhecido no Brasil, mas já teve vários de seus romances adaptados para as telonas do cinema, como Sobre Meninos e Lobos (Mystic River) e Medo da Verdade (Gone Baby, Gone).


Scorsese soube captar o estilo noir de Lehane e criou uma adaptação fiel ao livro.


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Tarântula”, do escritor francês Thierry Jónquet, é a história original que inspirou o filme A Pele Que Habito de Pedro Almodóvar. A adaptação para as telas foi considerada audaciosa por apresentar uma história amoral e sombria, mas a narrativa sinistra do livro e suas diversas cenas de sexo e violência o torna ainda mais horripilante e gritante.


As diferenças do longa-metragem e do romance não param por aí. Ao adaptar Tarântula, Almodóvar fugiu da lógica do livro, revertendo a real motivação de Ledgard, a vingança, por desespero e amargura. O diretor criou um personagem menos psicótico e mais apaixonado. Focou mais na sobrevivência de sua vítima, Vera, por quem criamos simpatia, quando no livro ela é fruto da apatia e um retrato da síndrome de Estocolmo.


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Produzido como parceria do Brasil e da Inglaterra, o filme dirigido por Stephen Daldry teve seu início no livro “Trash” de autoria do premiado escritor Inglês Andy Mulligan.


Em geral, a história no papel e nas telas corroboram entre si e chegam a um mesmo enredo. Entre as poucas diferenças, no livro a história se passa em um país de terceiro mundo não definido e no filme, se passa no Rio de Janeiro. No livro, o foco são os três meninos que encontram algo perigoso e enfrentam juntos a situação. No filme, foi dado uma atenção extra aos escândalos políticos.


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Winston Groom foi o autor do livro homônimo que virou um grande filme de Hollywood. Entretanto, o escritor não gostou nem um pouco da adaptação para os cinemas com Tom Hanks.


O filme omite cenas e tramas presentes no livro e suaviza cenas de sexo e a linguagem usada na narrativa. Pelo menos de acordo com o desabafo do autor que foi feito nos tribunais, quando Winston processou os produtores do filme para garantir seu pagamento previsto em contrato, mas a defesa alegou que o filme não havia dado lucro.


Além do mais, o escritor não foi mencionado em nenhum discurso dos vencedores do Oscar mesmo tendo criado a história que inspirou o filme vencedor.

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