Primeiras Impressões | Wayward Pines

Agora sim a FOX acertou!


O ano avança rapidamente... já tivemos grandes estreias até aqui – Daredevil, Age of Ultron – e ano nem está na metade. O Midseason está chegando ao fim, a Summer Season já está a nossa porta... uma época de agradáveis surpresas acaba de começar na TV.


Sim! Quando vocês começam a pensar que já estão cansados de mim, eu apareço para comentar a estreia – e consequentemente, a temporada – de Wayward Pines, mais nova aposta da FOX!


Quem já acompanha minhas reviews sabe o quanto uma certa estreia da FOX tem me aborrecido, o que diminuiu um pouco minhas expectativas para as futuras produções da emissora. Mas como eu não me canso de ser provado errado, eis que Wayward Pines surge para me lembrar do que a FOX é realmente capaz.


A minissérie de dez capítulos – uma adaptação do livro “Pines”, de Blake Crouch – chegou com uma combinação de características vistas em Twin Peaks e Under The Dome, tudo isso combinado com um elenco cheio de surpresas agradáveis, e com o nome de ninguém menos que M. Night Shyamalan em sua produção. Mas antes de chegar aos particulares técnicos, não custa nada apresentar a série apropriadamente a vocês.


Wayward Pines acompanha as desventuras do agente do Serviço Secreto Ethan Burke – vivido por Matt Dillon (Crash, 2004) em seu primeiro papel na TV – que sofre um acidente em Idaho enquanto investigava o desaparecimento de dois outros agentes federais. Ele acaba por acordar na classicamente bizarra cidadezinha de Wayward Pines, sem respostas e com muito mais perguntas, cercado por todo tipo de coisas, desde enfermeiras e psiquiatras bizarros até gigantes cercas de perímetro.


Perto desse ponto vocês podem estar perguntando: “Eu já vejo Under the Dome, qual o diferencial?”.


Várias coisas podem responder esta pergunta. Para começar, é uma minissérie. São apenas dez capítulos, nada que realmente faça mal em reservar um tempo para assistir. O piloto não é surpreendente, ou a coisa mais fantástica/original feita na TV nos últimos tempos, mas é muito bom mesmo assim.


Durante pelo menos metade do piloto você não sabe o que exatamente está errado com a cidade ou com Ethan. Não sabemos se tudo está acontecendo na cabeça dele, se é algum tipo de teste militar, conspiração do governo, nem mesmo se é a cidade está perdida no tempo, fora do tempo ou se aliens são responsáveis.


E se você pensa que todo o mistério não é suficiente como argumento, a magnitude do desespero que vai crescendo com o avançar do episódio é singular. Os “desaparecimentos” associados ao clima de cidade perdida funcionaram perfeitamente.


Ah, e este tipo de sensação se estende em todas as cenas. No hospital você tem a enfermeira mais que macabra e o psiquiatra estilo vilão de James Bond. No departamento de polícia, você tem uma senhora surpresa ao se deparar com Terrence Howard como xerife. E até mesmo a atendente que não era atendente sai com “There are no crickets in Wayward Pines”.


Bom, é isso. Para um Primeiras Impressões, acho que já me prolonguei. Wayward Pines decididamente nos trará muitas surpresas. Uma série que traz Melissa Leo, Toby Jones (sim, de Dr. Zola para psiquiatra bizarro) e Charlie Tahan, todos sob a produção de M. Night Shyamalan vai, no mínimo, render algumas boas surpresas.


Então, se o piloto, meu texto, ou ambos, foi suficiente para convencer você a abrir um espaço na sua grade para Wayward Pines, nos vemos no próximo episódio. Até lá!

Patreon de O Vértice