Crítica | The Originals 2x19 – When the Levee Breaks


“Here come the world, with the look in its eye, future uncertain but certainly slight, Look at the faces, listen to the bells, it’s hard to believe we need a place called hell”



Sim, com uma frase de abertura anormalmente longa, começo mais um capítulo de nossas conversas sobre The Originals. Confesso que passei um bom tempo tentando escolher uma frase para abrir o texto, mais até do que passei escrevendo o texto. Afinal, depois de um final de episódio como esse que “When the Levee Breaks” nos trouxe, quem não fica sem palavras?


Pensei em usar um trecho outro trecho de “Youth”, da banda inglesa Daughter, porque seria perfeito para o que aconteceu com Aiden e Josh. Também pensei em colocar o “I prefer aunt Dahlia”, mas percebi que ela não foi a coisa mais chocante do episódio. E então, revendo pela terceira ou quarta vez o episódio, quando os sinos começam a tocar, lembrei da excelente versão do London Grammar da música “Devil Inside” – originalmente do INXS – que já abriu outros textos de The Originals, e percebi que tinha a abertura perfeita. Se não conhecem a música, eis aí mais uma #DicaMusical.


Tendo dito isso, vamos à review.


Quero começar falando sobre esse plano de Hayley. Desde que vimos em The Vampire Diaries a coisa dos Gemini, pensei que seria uma opção remover a mágica de Hope para impedir que Dahlia tivesse o que ela queria. Entretanto, não esperava que fosse Hayley a aparecer com essa ideia. Certo que toda a cena tinha essa ideia ali, subentendida, apenas esperando para ser pronunciada, mas mesmo assim, não esperava que fosse Hayley a fazê-lo. Também esperava que fosse ser algo mais, literal, como vimos em The Vampire Diaries, não um truque tão barato e fácil de resolver.


Gostei muito que ainda tivemos um pouco de Josephine, mesmo que sob o comando de Dahlia. Fiquei triste com a morte da personagem no episódio passado – já que ela era, sem dúvida, a melhor bruxa que a série já apresentou – e foi bom ter uma última cena dela.


Depois de tudo o que aconteceu entre esses dois, e mesmo sabendo que todos estão do mesmo lado e do que acontece no fim do episódio, nunca imaginei que ouviria Rebekah defender uma ação de Klaus como ela fez. E embora eu sempre tenha tido dúvidas sobre Freya, lançar um ultimato daqueles – “You and Elijah have a choice. From now on, is either Klaus or me.” – só prova que ela vai ser responsável por grandes problemas até a Season Finale. E mais uma vez o temperamento de Klaus, somado as circunstâncias, separou a família Mikaelson. Dele sim eu esperava esse tipo de ultimato, mas jamais esperaria que Elijah fizesse o que fez.


Algo que me incomodou profundamente foi mostrar que Davina, diferente do que vimos no episódio passado, parece estar na fase do “what if", remoendo as possibilidades do que poderia ter acontecido se Kol tivesse feito isso ou aquilo antes de Finn o amaldiçoar. A personagem já não tem tido bons momentos, e dificilmente tem figurado na lista de “bons personagens” da história. Mostrar esse tipo de reflexão – que, certo, realmente é associado ao luto – tão tardiamente só deixa a personagem ainda mais difícil de aturar. Cadê a bruxa que era uma das garotas da Colheita? Que tinha poder e vontade suficiente para não perder tempo se lamentando até ter alcançado o objetivo?


Tenho que dizer, mesmo que ela seja uma vilã, Dahlia tem um gosto excelente para truques. A coisa com as dálias negras foi espetacular. E dar cabo de Aiden daquele jeito? Essa bruxa sabe como criar confusão!


Gostei de terem retomado esse lado unificador de Elijah. Aquele espírito, aquela fé no poder da família, todas as características que fizeram o personagem ser tão marcante na primeira temporada, e que desapareceram no meio de toda aquela confusão com Esther. É uma pena que


Outra coisa que finalmente voltou a ser aproveitada da primeira temporada foi o papel de Cami como “consciência” de Klaus. Muito poucas pessoas conseguiriam ter uma cena como aquela do café, e extrair de Klaus uma verdade não dita. Afinal, por baixo de todo aquele sarcasmo e de toda aquela pose de vilão, ele realmente sentiu o peso do que teve que fazer com Mikael. Pela primeira vez ele realmente se identificou com a pessoa que ele mais odiava, e conseguiu ver além desse ódio. Ter que matar Mikael exigiu muito mais de Klaus do que ele é capaz de admitir.


Não tenho palavras para descrever o final do episódio. Simplesmente não tenho. É uma daquelas cenas em que você acaba percebendo que, aquele personagem que nós temíamos e odiávamos quando chegou, tanto tempo atrás em The Vampire Diaries, é agora um dos nossos personagens favoritos, alguém que nós entendemos e que realmente nos impacta. Não sei o que acontecerá nos próximos capítulos até a Season Finale, mas sei que devem haver muitas surpresas esperando por nós. Então, até a próxima!

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