Crítica | The Originals 2x17 – Exquisite Corpse


“Every single one of us have the devil inside”



Pois é. Aqui estou eu, repetindo a minha frase de abertura de alguns episódios atrás. Não é que eu não tenha conseguido pensar em algo melhor ou que faltem quotes boas no episódio, mas é que, além da música do London Grammar ser excelente, a frase é perfeita para o que vimos nesta semana, não só pelos óbvios problemas com Eva, mas por Klaus, Hayley, Josephine e todo o resto. Mais do que nunca, este episódio nos lembrou de que cada um ali pode, eventualmente, nos surpreender muito além do que imaginamos.


Primeiro de tudo, embora o episódio tenha nos deixado sem nenhuma manifestação física de Dahlia, todo o terreno para aparição dela na Season Finale começou a ser trabalho em “Exquisite Corpse”. The Originals apostou em jogadas mais convencionais para os episódios que antecedem a grande confusão que será a chegada da personagem, então, nesta semana, fomos conduzidos a alguns lugares que já tínhamos visitado, mas que precisavam de um pouco mais de atenção. Foi um episódio muito bom – quatro, de cinco estrelas –, especialmente por não ter exagerado ou procurado muitas explicações complexas ou elementos demasiadamente extravagantes.


Gostei de como de uma hora para a outra Eva Sinclair deixou de ser só mais uma personagem difícil de engolir numa trama sem muito atrativo e bastante “whatever” e resolveu ir direto a maior fonte de mágica, aquela fofura que é Hope. Juntá-la com Vincent até resolveu um pouco das reclamações que esses dois estavam causando. Gerou um plot com cenas legais – adorei a excursão à mente de Eva – e ainda resolveu e nos livrou (eu espero!) de pelo menos um deles.


Enquanto isso, num plot não muito distante, acho que Hayley não tem mais direito de usar a carta do ciuminho com Elijah. Ele (finalmente!) parece ter se acertado com Gia, dado o passo definitivo para superar o que ele sentia por Hayley, e não acho que ela deva ficar complicando as coisas.


E apesar dos pesares (especialmente quando você considera o final do plot), mesmo tendo minhas desconfianças com relação à lealdade de Freya, e mesmo considerando e entendendo a necessidade criada pela situação, não achava que Klaus a levaria para ver Esther. Na verdade, esperava que ele tivesse colocado a adorada mamãe num caixão ou feito algo mais definitivo do que a deixá-la apodrecendo (“secando” talvez seja mais preciso... hahahaha) numa tumba.


E falando nisso, achei fantástico saber o quanto Freya realmente tinha alguma boa intenção, mas resolveu abandonar isso e se tornar o próximo problema na lista. Também gostei muito da maneira como ela matou Esther. Toda a coisa com os pássaros foi muito bem feita.


Bom, é isso. Como desta vez não teremos outro hiato separando os episódios, nos veremos em breve para continuar discutindo o que acontece com os nossos personagens favoritos. Confesso que estou curioso para saber o que acontecerá com Davina. Com Josephine, Freya e Rebekah. Acho que a nossa bruxinha da Colheita perdeu muito seu espaço de cena. Resta saber se isso será permanente ou se há alguma traquinagem por vir. Então, vejo vocês em breve!

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