Crítica | The Last Man On Earth 1x09/10 – The Do-Over/Pranks for Nothin’

Os esforços para melhorar antes da finale até foram válidos.


Sim! Estamos juntos mais uma vez para discutir mais um episódio duplo da inacreditavelmente renovada The Last Man On Earth. E depois com este terceiro capítulo de episódios duplos, composto por “The Do-Over” e “Pranks for Nothin’”, a série agora retornará ao modelo de um episódio por vez nas próximas semanas, até o fim da temporada.


Acredito que todo mundo que conseguiu aguentar a série até aqui – #Respeito pela resistência – esperava que em algum momento, ou a série afundasse de vez ou sofresse uma virada para melhor. Era exatamente o sentimento que a promo destes episódios deixava. E acredito que, apesar dos pesares, a série conseguiu apresentar algo atrativo o suficiente para nos fazer querer acompanhar os últimos três episódios que restam até o fim da temporada.


Da última vez, fomos deixados com Carol, que como resultado de suas traquinagens, conseguiu finalmente morar com Phil. É claro que isso não ia o agradar em nada. Sendo um tanto antissocial, posso dizer que é difícil se habituar a morar com alguém, mesmo em situações que é uma decisão baseada em afeição e concordância mutua. Imagina o quão difícil não é quando a pessoa usa uma vaca – literalmente – para conseguir? Exatamente.


Estava na cara que daria errado, e quando ela colocou flores no fóssil e pintou nos quadros, as razões para não se morar com uma Carol ficaram ainda mais abundantes. Não me entendam mal! A personagem é excelente, e ela tem levado a série praticamente sozinha enquanto Phil se provava um dos maiores idiotas da existência, Melissa se provava a pessoa mais insuportável para se ter como companhia no pós-apocalipse – acho que entre dar continuidade a raça humana com alguém tão insuportável e deixar a extinção vencer, independente dos atributos ou do quanto eu gosto da atriz, eu votaria na extinção – e Todd ser o cara que é legal de mais para se acreditar.


Gail e Erica foram uma surpresa muito boa, porque além de trazerem toda a confusão que sustentou o episódio, trouxeram outra menção ao “vírus” que causou a quase extinção da humanidade. Queria que a série explicasse mais sobre o que aconteceu.


Mas enquanto isso não é detalhado, somos apresentados a um jantar bem a cara do Phil que conhecemos na Series Premiere, aquele que valia a pena assistir. E mesmo sabendo que Phil tinha que se dar mal, a trama foi realmente boa.


Mas nem tudo são flores! Quando a hora de Phil se ferrar finalmente chega, a série gasta nosso tempo na cena da discussão na estrada, retomando temporariamente o Phil completamente babaca que não estava funcionando nos episódios anteriores e dá ainda mais espaço para Melissa bancar a insuportável. Se a série tivesse pulado direto para o tratamento do silêncio, aí sim o plot teria sido completamente bem aproveitado.


Mas talvez para nos compensar por ter chegado até aqui, temos Phil num momento reflexivo – embora tenham faltado uns 20 momentos naquela lista de mentiras, e essas seriam só as que nós conhecemos... – que o faz decidir assumir a culpa pelos atos e contar toda a verdade.


Foi algo realmente inesperado. Se alguém me parasse e dissesse que Phil iria realmente assumir a culpa, eu teria rido. E como se isso não fosse choque o suficiente, Carol nos acerta no estômago com os papéis de divórcio.


É claro que isso deve ser o fim das tramas desses dois, especialmente pelo jeito como terminou. Mas teremos que esperar o próximo episódio para descobrir se a melhora que vimos neste episódio duplo será estendida aos outros episódios, ou se foi apenas uma raridade perdida no meio do caminho. Então, fiquem ligados. Até a próxima!

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