Crítica | Jane the Virgin 1x17 – Chapter Seventeen

Nem sempre muitos assuntos rendem altas emoções.


As expectativas desse episódio foram altas, pois o Chapter Sixteen foi impressionantemente bom e diferente, mas esse episódio foi mediano. Em compensação a isso, a maturidade já apresentada pela série anteriormente esteve aqui de voltae, mostrando o potencial para mudanças a partir das necessidades das tramas. Infelizmente, isso não ajudou em questão de audiência, já que a série registrou sua pior nessa segunda-feira.


O timing para abordar a loucura da gravidez veio na hora certa e mostrar a comparação de como a gravidez foi para Xo com a maneira com que foi para Alba revela muito da conexão da família e da maneira com a qual o ambiente em que elas vivem e suas crenças contribuíram para que elas se tornassem parecidas em alguns aspectos. Se voltarem a mostrar mais dessa loucura, pode ser excelente, mas isso deve ser feito com cuidado para não se tornar repetitivo ao invés de proporcionar cenas diferentes, fora da zona de conforto, que é justamente a melhor parte desse plot. Talvez pudesse ser um pouco melhor se acertassem na comédia, já que os momentos que Jane se demonstrou confusa me pareceram uma tentativa falha de ser engraçado.


Aparentemente os autores realmente gostaram do ‘bromance’ e decidiram investir mais em Rogelio e Michael. Já posso dizer que foi uma boa aposta. A única parte confusa de tudo isso é a maneira com a qual essa relação sofre influência da Jane, já que em alguns momentos o Rogelio mostra favoritismo pelo Michael e, de repente, se contradiz ao ser super sincero e dizer que já está na hora de ele #MoveOn e esquecer a Jane, por achar que o relacionamento dela com Rafael vai durar. Faltou clareza na intenção do que eles buscam com essa amizade e na posição do Rogelio.


Além de tudo isso, há uma pergunta que não quer calar: Rogelio e Xiomara vão conseguir viver juntos (e felizes)? Se não houver uma mudança em Xo, isso talvez não dure muito. Ela é uma boa pessoa, mas não parece se esforçar para escutar a opinião dos outros, e sua teimosia, originada de sua mãe, ao que parece, a faz ficar estagnada e previsível na maioria dos plots. Já tenho altas expectativas de momentos engraçados entre ela e a mãe de Rogelio.


Ah, Jane! O bebê nem nasceu e já sinto dó dela. Ela está simplesmente confusa e amedrontada, e sua mãe não consegue enxergar que o que ela menos precisa no momento é de alguém dizendo qual é a maneira correta de se cuidar do bebê. Rafael também não está ajudando muito, está sobrecarregado e não reconhece que precisa de ajuda para conciliar a vida pessoal e o trabalho. Mas já passou da hora da série diminuir essas preocupações que Jane tem com o bebê, que já estão redundantes na série. Já ficou cansativo escutá-la tentando adivinhar o que vai acontecer após o parto.


Por fim, esse episódio teve muito conteúdo, porém foi mal planejado, pois não houve emoção na dose certa. O ápice aconteceu no final, com Alba, Xiomara e Jane deixando a teimosia de lado e a “filha” da Jane com um desenho que representa a família que elas são, já que passaram por muito juntas e nada poderá destruir isso. E será que Zazo está vivo? Será que foi Aaron quem morreu na festa ou ninguém morreu e Aaron nem existe?

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