Crítica | iZombie 1x03 – The Exterminator

Son of a bitch, I ate the brains of a sociopath.


O episódio veio com uma história preparada para encaixar mais a Payton e mostrar um pouco do que é (ou era!) a relação da Liv com ela antes da transformação. Gostei do encaixe, das briguinhas e da reconciliação.


Payton conseguiu um caso importante, que poderia destacá-la no trabalho, e pediu ajuda da amiga para quando ele fosse ao tribunal. Entretanto, a vítima da vez não era exatamente uma vítima. Tratava-se de um assassino! Como consequência de ter comido partes do seu cérebro, dessa vez Liv não herdou características muito saudáveis. O homem era um sociopata, não tinha emoções. Isso deixou a personagem mais fria, como um verdadeiro morto-vivo sem empatia.


Mesmo assim, com todo o lado "não ligo para nada" herdado, Liv tentou lutar contra essa falta de sentimento e buscou resolver o caso para prender o assassino do assassino. Havia literalmente uma guerra de personalidades dentro dela.


Essa personalidade fria apareceu quando nossa zumbi estava cheia de coisas com as quais deveria verdadeiramente se importar. Além da preocupação do amigo Ravi em conseguir uma cura, ela ainda teve notícias de que um outro zumbi (além de Blaine) apareceu pela cidade. Ao verificar o local do aparecimento, deu de cara com sua antiga colega de trabalho, Marcy, aquela que teve a brilhante ideia de chamar Liv para a festa do barco. Isso sem contar com o beijo que viu o Major dar em outra garota.


E a guerra interior ficava cada vez mais visível. Ela estava preocupada por não se importar. E só isso já era um alívio de se ver: ela ainda estava lá. Foi assim com o vídeo do Major. Existia aquela coceirinha incômoda dentro de si - ciúmes, certamente - apesar de negar isso não só para os amigos, mas para si mesma. No fim, vimos que ela se incomodou porque, de fato, ainda ama o Major.


Ao encontrar Marcy transformada num verdadeiro monstro, Liv se deu conta de como pareceria se não tivesse sua dieta balanceada e regularmente trabalhada. Nosso querido Ravi, sempre com o pensamento positivo, resolveu testar sua teoria de que, ao alimentá-la, ela poderia aos poucos recobrar parte do que era. Infelizmente, os esforços foram em vão. Marcy já não era mais aquela residente que um dia trabalhou com Liv. E num momento de descuido, ele se viu cara a cara com uma zumbi faminta.


Acredito que alguns concordarão comigo que essa foi a parte mais assustadora dessa personalidade sociopata. A hesitação de alguns segundos em salvar o Ravi me deixou em agonia. Foram segundos perturbadores até ela conseguir se manter firme e lembrar quem era. E mais uma vez vimos que, mesmo sobre influência de um assassino impiedoso, ela conseguiu - como disse o próprio Ravi - encontrar seu caminho de volta, pois aquele cérebro não era ela.


Esse foi, pra mim, o episódio mais tenso até aqui. Vamos esperar para saber qual será a próxima personalidade que a Liv irá herdar...


P.S.: Um pedido: Alguém teria um link da HQ em português? :)

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