Crítica | Grey’s Anatomy 11x21 – How to Save a Life


“Are you ready?”



Antes de começar, me deixa esclarecer uns pensamentos aqui. Lembro-me muito bem que eu disse na review do episódio passado que não acreditava que o Derek fosse morrer. E não acreditava MESMO! De fato, o que me surpreendeu, tanto quanto a morte do personagem, foi a saída do Patrick Dempsey, já que tanto ele quanto a Ellen Pompeo tinham assinado contrato para até o final da 12ª temporada. Por causa disso, assim que cheguei em casa ontem, por volta das 22h (o episódio já tinha acabado), e vi no twitter trilhões de mensagens sobre o episódio e sobre a saída dele, fiquei tão atônita que a única coisa que me vinha na cabeça era “não pode ser”. E já que foi, vamos lá...


Velho, sabe quando você tem certeza que algo vai acontecer, mas no seu íntimo você espera que milagrosamente isso não aconteça? Pois é... É exatamente assim que eu me sinto quando vejo qualquer episódio de Grey’s. George, Lexie e Sloan: esses foram os personagens que, no fundo, eu esperava que milagrosamente alguém conseguisse salvar a vida deles. E como o sofrimento não pode parar, tivemos nada mais nada menos que... Derek Shepherd!


Ótimo amigo, pai, marido (na medida do possível) e um excelente profissional. Derek foi morto não pelo caminhão que chocou com o seu carro, não por pegar o celular segundos antes de sofrer o acidente, não por ter ido até Washington. Definitivamente ele não morreu por tudo isso! Ele morreu pela negligência de uma equipe médica, da qual só salvo a menina que se parece com a Cameron de House. Ironia maior não poderia existir... Mais da metade do episódio foi voltada para o acidente da estrada, no qual vidas foram salvas justamente por aquele que, logo em seguida, iria morrer. Observem bem a ironia da vida e a sensação de impotência ao assistir cenas fictícias e cenas reais. Sim, amigos. Isso acontece na vida real! A gente só não percebe... Mas as pessoas morrem e as circunstâncias são tão irônicas quanto a que assistimos em “How to Save a Life”. A gente precisa parar de achar que só porque é fictício tem que ser todo mundo bom ou todo mundo feliz ou vomitando amor por aí, e coisas do tipo. A vida é dura, a vida tem dessas. E uma das séries que mais representa a realidade das coisas, lógico, com uma pitada de fantasia, é Grey’s. Então, apesar de tudo, acho que foi uma jogada muito arriscada da Shonda, uma mulher que é digna de aplausos, SIM! E por mais que nós tenhamos nos apegado ao personagem “y” ou “x”, uma hora a gente tem que dizer adeus. Da mesma forma que fazemos com um joguinho chamado The Sims (mentira, gente, é com a vida mesmo).


A série vai entrar em uma fase com carga dramática tão conhecida por nós, como nos velhos tempos, como costumava ser... Pode-se afirmar até que será uma nova era, uma redescoberta, como se tudo estivesse acontecendo como deve acontecer. Como se não fosse surpresa, como se fosse o pontapé inicial para uma nova era. Nova era essa que vai dar um destaque mais do que especial à nossa Maria Edite, que mais do que nunca vai precisar de força. Força para criar seus filhos, força para continuar a trabalhar, força para seguir em frente sem o amor da sua vida. E faltando pouco para o término da 11ª temporada, já vimos que força ela tem de sobra.


Então, já que é pra dizer adeus... Obrigada, McDreamy, obrigada por tudo, por ter me conquistado, por ter sido tão talentoso, por ter sido tão cabeça dura e, apesar de todos os conflitos que tivemos, foi bom estar com você todo esse tempo. Você foi uma pessoa bastante talentosa e merecia uma morte mais digna. RIP, Derek Shepherd.


P.S.: "Don't move. Wait for me. I'll be back before you know it.” E nunca voltou…


Então é isso, galera. Um grande beijo! Espero que vocês tenham ficado bem após os flashbacks do episódio... Até a próxima!

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