Crítica | Grey’s Anatomy 11x20 – One Flight Down

O que esperar de um episódio que tem flight no nome?  Pois é, eu não esperava nada além de tragédia, de morte, de destruição... e de queda de avião, ora! Mas acho que nossa amada (?) Shonda não se ligou muito nisso aí e decidiu deixar a emoção para o próximo episódio. Enquanto ele não vem, vamos ficar com “One Flight Down” mesmo.


Já começo dizendo que nunca vi uma série tão problemática quando se trata de casais e suas relações amorosas como Grey’s. Quando você pensa que está tudo indo bem e os personagens vão declarar amor eterno, eis que acontece um evento catastrófico que só serve para nos encher de angústia e, ao mesmo tempo, de lembranças nada boas.


Amelia e Owen vivem um dilema, que, pra mim, é totalmente compreensível. É complicado você ter que ser profissional quando se trata de sentimentos. É complicado, mas não impossível. E por mais que nós queiramos ver os dois juntos e felizes, com direito a Ed Sheeran como trilha sonora, é bom ver que isso o processo para isso esteja acontecendo de forma gradativa, sem parecer que empurraram esse casal goela abaixo (não que eles não tenham tudo a ver) para que o Owen não ficasse sozinho, e Amelia também. É interessante a forma como está sendo explorada a fragilidade de cada um, tanto da Amelia e seus inúmeros problemas que não são comparáveis com o da Meredith (cof cof) quanto do Owen com seus traumas.


Outro casal que parece não ter sossego, é MerDer, e os flashbacks só me fizeram ter certeza disso. Meredith vem se mostrando bastante forte, racional, o que é ótimo! Mas, veja bem, isso pode ser preocupante a depender do que está por vir, pois o surto pode ser bem maior. Imaginem se a Shondinha decide deliberadamente matar o Derek? Mano, minha vida acaba nesse instante! E se a minha acaba, imagina a da esposa dele? Não há racionalidade que resista. Contudo, entretanto, todavia, acho que isso não vai acontecer, e mais do que nunca eu espero estar correta (é pelo bem da humanidade, vai...).


E saindo, mas não totalmente, desse clima bad, sem duvidas, para mim, Richard e April tiveram o plot engraçado do episódio, porque, se dependesse da Stephanie e sua agonia incessável para fazer com que a mulher lembrasse do cara lá, eu morreria procurando a graça ou tentando entender a necessidade daquele desespero. Mas falando de coisa séria mesmo, é bem verdade que sempre quando contamos alguma história mirabolante a gente acaba aumentando ou omitindo algo, dizem os especialistas... Mas tirando a parte que o avião veio por trás dele e ele viu a morte e blá blá, seu diálogo com a April foi deveras significativo. Eu nunca tive uma experiência de “quase morte”, mas já vi minha vida passar diante dos meus olhos quando coloquei a mão no bolso e não achei meu celular (pior sensação)...


O próximo episódio se chama “How to Save a Life”, o mesmo nome de uma música belíssima da banda The Fray, e foi escrito pela própria Shonda. A última vez que ela fez isso foi em “Flight” (8x24) e, como todo mundo sabe, esse episódio foi um dos mais trágicos de toda a série. Beleza. O que eu quero com toda essa informação? Obrigá-los a rezar, mas rezar muito, porque o que está por vir não está no gibi não...


P.S.: “I LOST MY SHOE. I don't know, I only have one shoe! Where is my shoe?” YANG, Cristina.


P.S.: A Arizona descobrindo sobre a perna e “perdoando” a Callie. <3


P.S.: O fora da Pierce na hora que a Arizona contava sobre o avião foi redimido quando ela salvou o paciente lá. Fica esperta, mulher!


P.S.: Bailey, rainha sempre.


P.S.: "I won't survive another plane crash, Amelia, and that's all we are". Owen falando por todos nós.


Então, é isso. Grande beijo e até a próxima, caso vocês sobrevivam.

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