Crítica | Grey’s Anatomy 11x19 – Crazy Love


“Para falar do amor de verdade, eu começo por qual parte?”



Que vontade que me deu de assistir esse episódio umas 2707 vezes. Sério, gente, “Crazy Love” foi tão bom, tão solto, tão emocionante, tão tudo que vocês podem até achar exagero meu, mas um episódio simples e bem construído como esse me surpreende e me encanta muito mais do que qualquer episódio com mortes, sangues e destruição (claro que existem exceções).


O nome deste episódio poderia servir como sinopse, porque o que mais teve foi demonstração de amores loucos e de todas as formas possíveis. Esse é um assunto gostoso de se falar sobre, afinal, todo mundo tem amor por alguma coisa, nem precisa ser necessariamente amor carnal ou fraternal, pois ele se dá de diversas formas. E, mais uma vez, Grey’s nos mostrou da forma mais razoável possível o que o amor representa para os personagens. Eis aqui a maior verdade de todos os tempos proferida pela maravilhosa Maria Edite:




“Amor. A neurociência diz que ele ativa as mesmas partes ativas do cérebro que conduzem ao vício. Faz-nos sentir como se pudéssemos fazer qualquer coisa, ser qualquer coisa, alcançar qualquer coisa. Uma vez que provamos dele, queremos mais.”



Devo-lhes confessar que assisti ao episódio sabendo que algo de ruim aconteceria com o Derek, afinal, spoilers estão aí para isso... Mas não levando em consideração as sacanagens da vida, Shonda, meu amor, custa deixar o casal MerDer feliz? Custa, mulher?! Todo sofrimento para o casal vem de forma drástica. Vê-los sorrindo e com frases nada convencionais (os diálogos entre eles às vezes são no sense, mano) não é algo que se vê todo dia, ainda mais depois daquela história da traição. Apesar do que nos foi passado na promo do próximo episódio, seria insano demais se a Shonda fizesse algo de muito ruim com ele, tipo matar, sei lá. Não duvido nada, mas não vejo necessidade disso agora. Apesar de ser conhecida como Shondanás, eu acredito que ela tenha sentimentos (?).


Por falar em sentimentos, demorou, mas saiu! Amelia soltou o verbo para Owen, soltou o verbo para Mer, para Callie... para todo mundo. Mas o que me chocou mesmo foi o que ela disse para Meredith. Não é bem assim não, viu? Ela pode não ter sofrido as mesmas circunstâncias que a Amelia, mas pode ter certeza que ela sofreu pra caramba. Foi avião, foi atirador, foi perder a mãe, perder a irmã, um dos melhores amigos, e por aí vai... Posso contar inúmeras situações que tornem injustificável o que a Amelia disse para ela. Era só dizer que não precisa se preocupar com o Owen que TUDO BEM. Mas pra quê, né, se podemos fazer um discurso sobre quem sofreu mais?!


Seguindo a cronologia, os casos da semana foram excelentes, não no sentido de salvar vidas no último minuto, mas da história de cada um ali. A história do pênis foi muita doideira, mas o amor tem disso também, da loucura, de você ser capaz de fazer qualquer coisa (opa!) em nome disso. E muita das vezes, a racionalidade vai lá pro beleléu (não abrangendo a todos, claro). E como todo mundo sabe, não existe só o amor carnal. E é exatamente isso que o segundo caso nos trouxe: uma menina que amava muito um esporte, uma prática. Para mim, a arrogância dela foi totalmente justificável, porque se você é bom, muito bom em alguma coisa e você, além de ser bom, é completamente apaixonado pelo que faz, quando fica impossibilitado de continuar fazendo aquela coisa, seu mundo cai. E exatamente dessa forma que a menina se sentiu. E esse tipo de amor é tão verdadeiro quanto os outros!


E é claro, que não podia faltar: o amor amigo. Se bem que, nesse caso, não é amor, é só amizade mesmo. Mas serve como tal. Gente, que lindo o Karev e a Maggie! Na verdade, que linda a atitude dele. E que evolução é essa? Cansada de dizer o personagem incrível que ele se tornou... E ainda deu uma moral pra chatinha da Pierce, que, nesse episódio, excepcionalmente, estava gente fina. Se possível, manda mais!


P.S.: Bailey e seu suco. HAHAHA


P.S.: April rainha, Richard nadinha.


P.S.: Sempre rola dessas do cara dar ouvidos à mulher que ele gosta, mesmo ela estando errada. Oi? Owen?


Então, é isso. Grande beijo e até a próxima!

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