Crítica | Grey’s Anatomy 11x18 – When I Grow Up


“Você está vivendo a vida que imaginou que viveria? Ou você está sonhando com algo melhor?”



Um episódio bom e com excelentes menções. When I Grow Up foi exatamente desse jeitinho. O caso da semana foi de extrema significância, tanto moral quanto prática. Imaginem só a seguinte situação: seus filhos policiais são mortos por causa de um adolescente de 15 anos e esse mesmo adolescente precisa de um fígado novo, fígado esse que é compatível com um de seus filhos. A premissa é essa, é a única informação que você tem. Bem, já de cara, à flor da pele, sem pestanejar, sem pensar duas vezes, a reação majoritária, senão unânime, seria recusar. Contudo, não podemos concluir algo sem avaliar o caso concreto, sem estudar fenomenologicamente o que temos. E olha, a resposta, no fim das contas, pode ser completamente diferente, depende só do ponto de vista.


Para Dra. Bailey, o que importa é salvar vidas, não interessa as circunstâncias, por mais dolorosas que possam ser. E se você parar para analisar, ela meio que tem razão. O papel dela não é verificar se é justo ou não, se ele merece ou não merece o órgão. Ela tem o dever de salvar a vida do paciente, independente de quem seja e do motivo pelo qual ele foi parar no Hospital. De fato, apesar de complexo e totalmente racional, explicar isso pros familiares é o mais complicado, assim como convencê-los da “melhor” escolha. Mas, com uma informação extra, tudo mudou e a vida do algoz dos irmãos foi salva.


Outro plot que merece uma atenção mais que especial é o do Jackson fazendo de tudo para o Ben ser sua dupla na cirurgia plástica. Não adianta, fã que é fã, ao ouvir “plastics posse” só consegue se lembrar de uma pessoa: Sloan. Sim, a melhor dupla surgiu com uma grande relutância do Jackson, exatamente como o Ben está fazendo agora. Coincidência? Eu acho que não. Mas, de qualquer modo, é sempre bom ver os personagens nos lembrando (direta ou indiretamente) dos outros personagens queridos que passaram pela série.


E por falar de menção a personagens passados, Addison foi lembrada de novo, mesmo que vagamente, em um dos ótimos diálogos que Grey’s sempre nos proporciona. Dessa vez os irmãos Shepherd protagonizaram uma das cenas mais belas do episódio. A volta do Derek poderia ter sido desastrosa, arruinadora e todos os adjetivos ruins que vierem à cabeça de vocês, mas não foi. A evolução do personagem, a volta não só física, mas também substancial, foi bem aceita pela grande maioria dos fãs, que, assim como eu, esperam ver o Derek gente fina. Amelia reconheceu que foi bom o irmão ter voltado. Algo que me deixou bastante preocupada logo no início foi quando ela ficou de intriguinha com ele, sem ele ter sequer dado motivo. Fiquei preocupada que aquilo pudesse interferir nos plots dos dois. Mas a maturidade de ambos está sendo tão bem explorada que esses “sustos” só serviram pra dar uma adrenalina mesmo.


Por causa dessa maturidade gritante dos personagens (até porque já são 11 temporadas), a gente percebe uma melhora não só nos irmãos neurocirurgiões, mas na Maria Edite. Ela está feliz com o casamento (mesmo após altos e baixos), feliz com a família, com o trabalho e sabendo lidar com os problemas de forma adulta. Gostei! Quero mais disso, gosto dessa evolução dos personagens, dá mais vontade de ver a série.


P.S.: "I think I'm falling in love with Owen Hunt and I'm afraid it will destroy me." "It wouldn't be love if it didn't." Verdade. Maior. Não. Existe.


P.S.: Alex + crianças é uma combinação tão perfeita quando eu + comida.


P.S.: Pode passar trilhões de temporadas, sempre vai ser difícil ter que dar a notícia da morte aos familiares.


Então, é isso, mores. Grande beijo e até a próxima!

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