Crítica | Gotham 1x20 – Under the Knife


“I am Bruce Wayne”



Sinto muito pela piada na abertura, mas num episódio em que o sobrenome “Groot” aparece, não é algo que se possa desperdiçar! Sim! Mais uma semana de Gotham chegou, e mais uma vez nos reunimos para discutir as surpresas – boas e ruins – que o episódio nos reservou.


O segundo capítulo da caçada ao Ogre, intitulado “Under the Knife”, se caracterizou como um bom episódio, embora as boas tramas não tenham tido nada a ver com a caçada em si. Não me entendam mal. Todas as tramas tiveram seus pontos positivos, mas no geral, a trama que mais esteve em baixa foi a do Ogre. Mas vamos por partes.


As tramas de Bruce e Selina estão simplesmente fantásticas! Não achei que chegaria o dia em que os dois iam render só satisfação e nenhuma reclamação da minha parte, mas este dia chegou. As verdades inconvenientes de Selina finalmente foram bem aplicadas. Já estava na hora de ter mais um choque de realidade no menino Bruce.


E como se isso não fosse o suficiente, eu morri de rir com a cara de Bruce quando Alfred fez as insinuações sobre os motivos dele para convidar Selina para o baile. Adorei mais ainda como os dois estavam superfofinhos, até mesmo para roubar as chaves de Bunderslaw.


Enquanto isso, do outro lado da cidade, nos reencontramos com Bárbara. E embora eu tenha adorado a cena dela em frente ao relógio – ah, quantas recordações da Oráculo... – ainda não foi o suficiente para tirar a má imagem que a personagem adquiriu, graças à série. Mas o esforço foi válido, já que, de todas as péssimas maneiras de se trazer Bárbara de volta a série, colocar ela como próxima na “to do list” do Ogre não foi tão ruim assim. As tramas dela com Selina também não são tão ruins. A série estragou a personagem, e agora terá que se esforçar muito para resolver isso.


Antes de partir para a caçada em si, tenho que fazer outra observação. Não quero motivar nenhuma discussão sobre qual editora é melhor, mas tenho que dizer, alguém deve ter gostado muito de Guardiões da Galáxia para colocar essa história de Van Groot. Afinal, não achei nenhum personagem com esse sobrenome no material da DC.


Agora sim falando do novo inimigo da GCPD, sou forçado a dizer que, como trama central, essa caçada ao Ogre está sendo tão ruim quanto as anteriores. Clichês usados sem o mínimo de trabalho, mortes pouco criativas e babaquice de sobra. Francamente, um pouquinho de esforço e pesquisa não faria mal a ninguém, e garanto que há casos mais interessantes dentro da Bat-mitologia que poderiam ser adaptados. Já me basta o Pinguim com essa dinâmica “família Bates”, agora o assassino de mulheres bonitas por acaso tem o corpo da figura materna guardado? Come on!


E, para ser honesto, ninguém superou Nygma neste episódio. Nygma simplesmente roubou a cena! Não só o carro verde e um dos melhores alívios cômicos que a série já teve, já que, só ele mesmo para transformar uma cena tão mórbida – as melancias – em algo simplesmente hilário, mas especialmente, porque os efeitos, a coisa com a luz, toda a sequência do primeiro assassinato cometido pelo Charada foi simplesmente espetacular!


Para terminar, tenho que deixar os meus parabéns ao The_Tozz e ao pessoal da Equipe InSanos, que não só nos presenteiam com legendas de qualidade, mas que fizeram uma das melhores piadas para encerrar o episódio. “50 Tons de Ogro” só não é a linha de abertura deste texto porque eu não poderia desperdiçar a piada do Groot.


Por hora é isso. Muitas coisas ficaram em aberto com esse final, e as redes sociais estão explodindo de teorias: “Bárbara está realmente em perigo?”, “Ela vai matar o Ogro? Ser morta?”, “Gordon vai conseguir salvá-la antes que seja tarde demais?”, “A que lugares as investigações do menino Bruce vão nos levar?”... e por aí vai. Só nos resta esperar pelo próximo capítulo dessa jornada. Então, até lá!

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