Crítica | Gotham 1x19 – Beasts of Prey

Temos o Ogre, só não o certo.

Depois de mais de um mês sem episódios, Gotham resolveu voltar à ativa! Em mais um episódio mediano (para dizer o mínimo), somos apresentados à entrada do que será uma nova caçada por um vilão.


Diferente do Dr. Crane e seu filho Scarecrow, quem se junta a nós em “Beasts of Prey” é outro nome colocado num personagem que nada tem a ver com o original: The Ogre. Nos quadrinhos, Ogre foi geneticamente alterado para conseguir força sobre-humana. Aqui, ele é um serial killer que se saiu muito 50 tons de Eye Candy. Um serial killer que usa clichês antes de “terminar” com as vítimas é coisa que só tem em Gotham mesmo.


Entretanto, a série continua a conseguir arrancar elogios. As referências continuam muito boas. Leslie fez uma referência muito boa a uma parte de New York que eu não achei que viria junto da atmosfera anos 20 da cidade que Gotham tomou emprestado: os Speakeasy. Bares clandestinos que surgiram e prosperaram durante o período da Proibição.


Mas enquanto a série nos presenteia com esse tipo de detalhes, também somos forçados a ignorar as escolhas de vilões da série e nos deparar com a guerra particular entre Jim e Loeb. Confesso que não esperava que as coisas fossem ficar sem retaliação pro lado de Gordon, mas daí a jogar um serial killer “secreto” nas mãos do impertinente jovem Gordon já é um tanto cruel, até para o meu gosto.


Saber que Alfred continua fragilizado por causa do ataque de Payne levanta algumas preocupações sobre o que farão com o personagem daqui até a Season Finale, e o que acontecerá com o patrão Bruce nesse meio tempo.


E já que falei nele, eis aí uma criança cheia de surpresas! Primeiro ele continua mantendo a mentira para Gordon sobre quem atacou Alfred, numa das cenas mais dispensáveis que eu já vi. Francamente, alguém pode me dizer o motivo para se forçar a relação tão prematura entre esses personagens, quando o menino Bruce está passeando por aí junto com a menina Selina? Esse sim foi um plot razoável! Intimidar, investigar, interrogar, usar das áreas mais “cinzas” da moralidade coroar isso com um assassinato é o coquetel perfeito para uma boa trama.


Nesse meio tempo, e ainda no submundo de Gotham City, o Pinguim coloca mais de seus pequenos esquemas em movimento. E embora eu entenda o motivo pelo qual ele quer dar cabo de Maroni o mais rápido possível, eu recomendaria antes uma troca de capangas, porque quando um capanga que deveria saber torturar pergunta se você quer que ele atire – isso mesmo, não é “corte” como a lógica manda, e sim “atire” – nos dedos de um guitarrista durante a tortura, você começa a colocar as placas de “precisa-se de capangas” urgentemente.


Ah, mas não pensem que me esqueci dela que é a razão para continuar a assistir a série! É claro que me refiro a Fish Mooney! Enquanto toda essa bagunça está sendo armada em Gotham City, a nossa vilã favorita continua presa na ilha do Dollmaker, e trabalhando para ele na tentativa de escapar. Confesso que eu não esperava que ela fosse trair os capangas, e que fiquei genuinamente surpreso quando ela conseguiu fazer os presos, que ela mesma entregou para a coleta de partes, se unirem e subjulgarem o Dollmaker. E é que uma trama dela não poderia simplesmente terminar com uma fuga bem-sucedida! E se ficamos loucos para saber o que aconteceria com ela depois do olho, agora mal posso esperar o próximo episódio chegar para descobrir se ela sobreviverá.


Bom, é isso. Gotham começa a entrar em sua rota final, e acredito que muitas surpresas – boas e ruins – nos aguardam nos próximos episódios. Então, até a próxima!

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