Crítica | Game of Thrones 5x01 – The Wars to Come [Season Premiere]


Continuando de onde paramos.



Enfim chegou! Embora para uma certa parcela dos fãs essas já sejam notícias velhas, já que alguns dos episódios, incluindo a Season Premiere, vazaram. Não sei vocês, mas eu preferi sentar e esperar a HBO nos premiar com o episódio em excelente qualidade na mesma bat-hora de sempre. Entretanto, não importa quando ou de que fonte você viu, o que importa é que a nova temporada de Game of Thrones finalmente se juntou a nós, e escrevo enquanto assisto para garantir que nenhum detalhe fique esquecido e, é claro, que tenhamos do que conversar.


Mas, agora que já apresentei algumas explicações, vamos partir para o que realmente interessa! Vamos aos detalhes de “The Wars to Come”, a Season Premiere de Game of Thrones!


Ah, mas num último aviso antes de começar, tentei organizar o que aconteceu nos núcleos da trama, juntar o que aconteceu ao longo do episódio com determinado personagem, ou pelo menos deixar próximos os parágrafos sobre eles, por isso a ordem dos acontecimentos em cena pode não ser a mesma que usei aqui.


Agora seguindo a história, não esperava que a série fosse pegar um detalhe como o Pacto de Sangue feito por Cersei tanto tempo atrás e trazer a tona. Certo que todo fato é importante, mas essa não seria a minha escolha para a cena de abertura da Season Premiere. Agora, Maggy – brilhantemente interpretada pela nada velha Jodhi May (vista em “Strike Back” e “O Último dos Moicanos”) – foi uma bruxa bem melhor do que eu esperava.


E contrabalancear o flashback se abertura com uma Cersei em toda a sua magnitude nos tempos atuais em King’s Landing e ir direto mostrar o corpo de Tywin como sequência, colocando-a na mesma sala do “estupro” da temporada anterior, foi ousado. Talvez devessem ter começado por aí para depois partir para os flashbacks. A divisão e a discórdia tão adoradas por Varys – essa foi uma referência para quem leu... – já se instalam no coração do que sobrou da Casa Lannister.


E falando neles, enquanto Cersei e Jaime lidam com seus problemas em King’s Landing, fomos levados à chegada de Tyrion na casa de Illyrio Mopatis, do outro lado do mar, em Pentos. Depois de ter se instalado, o nosso anão favorito teve uma conversa com a Aranha que me fez pensar se essa conversinha sobre restauração Targaryen no passado é uma referência as Revoltas Blackfyre... E meus parabéns a Tyrion! Vomitar e continuar bebendo não é para todos!


Entretanto, as lamentações melancólicas e cheias de auto-piedade de Tyrion – temperadas com uma boa analogias sobre o poder – no meio dos incentivos de Varys para que ele se torne um agente na conspiração foi bem mais interessante do que eu esperava. Só me intriga o motivo para que Illyrio não tenha sido mostrado. Ele tem um papel a desempenhar, e me pergunto como remediarão isso depois.


De volta a Westeros, Sansa e Lord Baelish (e acredito que uma boa parcela dos telespectadores) apreciaram ver aquela criança insuportável apanhar num treino. Me pergunto quais esquemas eles colocam em movimento para o Vale de Arryn. E não faço ideia do que ele fará, porque ele não sai por aí tentando deixar Sansa segura ou garantindo algum tipo de vingança nos livros. Talvez essa adaptação nos leve a lugares interessantes.


Enquanto isso, em algum lugar do continente, Brianne gastou seus segundos de cena dando um chilique que acho que a maioria de nós poderia ter passado sem.


Partindo para Meereen, a emblemática queda da Harpia foi uma escolha boa para nos levar a cidade de Daenerys. Era uma cena que eu queria ver, o marco definitivo dos acontecimentos que se abaterão sobre ela. Mais e mais raízes ligam-na às Cidades Escravagistas... não demora muito e a natureza Targaryen virá a tona.


Ainda em Meereen, finalmente as coisas começam sair de ordem e os Filhos da Harpia, principais opositores, embora não sejam a única dificuldade ao “reinado” de Daenerys, começam a matar os Imaculados. E no que toca a eles, não falarei da conversa sobre o que os Imaculados fazem nos bordeis.


Tivemos ainda a pequena questão das Arenas de Lutas. Daario argumenta tão bem que me pergunto qual motivo o manteve como um simples Segundo Filho... Afinal, Daenerys aprisionou os próprios filhos, e podemos dizer que eles guardaram rancor. Quando Drogon retornará para a sua mãe é uma questão de o quanto desta trama foi modificado na adaptação, embora seja indiscutível que ele voltará, e trará problemas como companhia.


Fazendo uma última parada em King’s Landing antes do final, fomos agraciados com o anúncio de algo que logo virá. Com o surgimento dos Pardais, o destino de Cersei já parece traçado. E como bônus, um Lancel Lannister muito diferente, agora buscando expiação de seus pecados, apareceu e trouxe seu pai, ninguém menos que Kevan Lannister, uma nova figura para lidar com o poder ao lado de Cersei.


E enquanto isso acontecia, os irmãos de Highgarden continuavam seus planos secretos para manter suas posições na corte, agora que o gigante que firmou os tratados está morto.


Trilhando agora o nosso último caminho neste episódio, chegamos ao Norte e fomos pegos pelos rumores que antecedem a eleição para Senhor Comandante da Patrulha da Noite. E enquanto Sam se preocupava com isso, fomos levados para uma conversa um tanto intrigante entre Stannis e Jon Snow. E mesmo tendo queimado um homem vivo, acho que Melisandre se superou mesmo foi em sua curiosidade sobre as "habilidades" de que Jon Snow nada sabe (um trocadilho pronto, não pude resistir... hahaha).


O destino de Mance já era esperado, e tenho que dizer que visualmente ficou um pouco cruel, até mesmo para os meus padrões. Os ângulos foram o suficiente para passar o desespero, sem contar com o desafio aberto de Jon, que libertou seu inimigo do sofrimento. Uma coisa é certa: o medo do Inverno que assombra Jon Snow tem forma e provavelmente não demorará a ser retratado novamente. Esta temporada trará muitas surpresas, e espero comentar cada uma delas com vocês. Então, até a review do próximo episódio!

Patreon de O Vértice