Crítica | Forever 1x20 – Best Foot Forward

“And if you're in love, then you are the lucky one 'Cause most of us are bitter over someone.”

Outro crime aconteceu em Manhattan, e mais uma vez nos reunimos para conversar um pouco sobre Forever. E como era de se esperar da série, temos um excelente episódio, com direito a flashbacks, shipps quase dando certo, um caso intrigante e uma trilha sonora fantástica. Então, aqui vamos nós!


Primeiro eu gostaria de começar dizendo que não sabemos se a série será ou não renovada. Rumores existem, mas a ABC ainda não se pronunciou. Sabemos que Matthew Miller, o criador da série, diz ter material para outras duas temporadas e que ele já tem uma ideia de como a série terminaria ao fim das mesmas. Sabemos também que o mistério de Abigail será resolvido nesta Season Finale, nos proporcionando assim, algum tipo de encerramento, caso o pior aconteça (também de acordo com o que foi dito por Matthew Miller). Resta-nos agora esperar e torcer para que a série seja renovada. #RenewForever


Passando a trama, tenho que dizer que já fazia um tempo que esperava um caso envolvendo balé na série. Henry, inegavelmente, nos lembra do Sherlock que vemos em Elementary. E se um caso sob o ponto de vista de Sherlock nesse cenário (lembram do “Corpe de Ballet”?) foi excelente, a curiosidade de saber como Henry se sairia era enorme.


“Best Foot Forward” foi um episódio muito bom. Certo, não tivemos um assassinato propriamente dito – já que o irmão da bailarina caiu – mas mesmo assim, o caso teve algumas reviravoltas interessantes. Foi uma surpresa acharem a bailarina ainda viva. Surpresa maior ainda foi descobrir que ela planejou tudo. Acho que devem haver certos limites que não deveria ser cruzados, nem mesmo para se deixar o nome na História.


Tenho que deixar meus cumprimentos para Cuba Gooding Jr. Ele tentou até o último momento, e sua campanha para conquistar Jo estava até melhorando. Saímos de Trash Bar num primeiro encontro para Paella caseira e viagem a Europa. É claro que quando ele começou com aquela conversa de ter planejado cada minuto da viagem, eu sabia que não daria certo. Não pelo olhar de Jo, mas porque aquilo que Henry disse sobre se perder é verdade.


E já que estou falando dele, a descrição de Henry sobre se perder em Paris foi muito linda, e profundamente verdadeira. Toda a construção do episódio em usar os flashbacks (falo dele já já!) e essa viagem de Jo para adensar o tom da trama funcionou de forma magnífica.


Quanto aos flashbacks, quando você pensa que eles não podem mais surpreender, somos levados a uma Paris no fim dos anos 20 (#Aplausos) e descobrimos que, entre outras pessoas, Henry conheceu Picasso e Hemingway. Parece que a Imortalidade têm seus lados positivos...


E como o episódio teve muito dela, não posso não comentar o quando gostei de rever esse lado badass de Jo ao interrogar um suspeito. Foi bom ver que a personagem ainda tem um pouco dessa força, apesar da confusão de sentimentos pela qual ela está passando. Na verdade, a personagem continua a me surpreender, porque uma hora ela parece feliz com Isaac, e depois ela simplesmente vê Henry chegar e aquele tom de “I have feelings for you” toma conta do ar.


Não pensem que esqueci de Lucas! Imitar Henry (com direito a cachecol e tudo!) foi hilário e ao mesmo tempo fofo. Fazia tempo que Abe não compartilhava um plot com Lucas, e a produção escolheu um plot cheio de significados e com uma enorme carga dramática para isso, o que funcionou muito bem.


Abe na verdade dividiu minhas opiniões. Primeiro, fiquei surpreso por ele decidir ir mais a fundo na investigação sobre o desaparecimento de Abigail sem contar a Henry. Depois, recorrer a Lucas para continuar a sua busca foi outra surpresa.


Como sempre, o episódio teve um final espetacular. Nunca eu teria associado à estátua em que o bilhete foi encontrado com a que Valerie estava esculpindo. Fiquei triste por Jo não ter dito as palavras que esperamos ouvir por toda uma temporada, e ao mesmo tempo, uma curiosidade maior (depois de odiar Abe por ter chegado por alguns instantes) me faz querer saber a que lugares esse desaparecimento de Abigail vai nos levar.


Resta agora esperar pelo próximo episódio e continuar torcendo pela renovação. Então lembrem: #RenewForever e até mais!


P.S.: Caso tenha despertado a curiosidade de alguém, a música que toca no fim do episódio (quando Jo acaba não dizendo...) é “Youth”, de uma excelente banda britânica chamada Daughter. Vale muito a pena conferir as músicas deles. As letras são muito boas, e assim como é com Florence + The Machine, as músicas parecem falar diretamente com momentos já vividos ou com coisas que estamos vivendo. #DicaMusical

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