Crítica | Elementary 3x18 – The View From Olympus

Como disse no episódio anterior, mais uma semana de enrolação...




“Would you please fire up Olympus?”



Essa semana tivemos um caso nada interessante, sem nenhum tipo de surpresas e bem linear. A única coisa que gostei nisso tudo foram as referências à mitologia grega que a empresa tinha, mas acabou por aí. A motivação do caso foi fraca, a execução foi estranha e a forma utilizada para tentar cobri-lo foi mal pensada, no mínimo amadora. Já tivemos casos muito melhores do que esse, até na segunda temporada, vista por muitos como a pior da série até aqui. Quando a Agatha disse no começo do episódio que queria conversar com o Sherlock sobre um assunto separado, imaginei que iriam dar início a algo maior para o final da temporada, mas, apesar disso, tivemos mais uma decepção.




“Do I exude the traits of fatherhood to you?”



Sério, isso foi a maior loucura que já colocaram nessa série desde o seu começo. A ideia de Sherlock doando seu material genético para gerar uma criança é simplesmente absurda. Fico feliz de que ele tenha se tocado de que não era o seu papel e recusado o pedido, mas achei estranho que tudo no episódio tivesse acontecido de forma a tentar convencê-lo a fazer isso. Achei que a Watson ficaria mais inconformada com a situação, apesar do espaço que eles dão um ao outro. De certa forma, o relacionamento que existia entre os dois na primeira temporada acabou, morreu, e parece que não voltará mais. Tudo entre eles agora é tão certinho, e até formal, que não parecem as mesmas pessoas que se acordavam e se tratavam como irmãos. Não vejo mais como pensar em Watson e Sherlock romanticamente, como muitos faziam na primeira temporada. O acordo feito entre os dois para a Watson ir para o hotel foi algo que, acredito eu, na primeira temporada, não teria acontecido.




“That’s the sex blanket.”



Ao mesmo tempo, a Watson ainda solta algumas frases e observações que me dão alguma esperança. Realmente, Lucy Liu está sendo Elementary para mim. Sherlock tem estado muito estranho, quase outra pessoa, e ela tem levado tudo nas costas. Bom ver que ainda existe consideração dela para com ele, e que ela quer estar junto dele. Ela dizer que queria destrancar a porta para o porão, ficar meio bolada em ter que sair da casa e oferecer sorvete para ele no final do episódio só contribui para nos demonstrar quem ela realmente é, quem ela foi desde o começo da temporada.


A única coisa apresentada neste episódio que gostei foi a desculpa do Sherlock para fazer o que ele faz. Sinceramente, nunca esperava que ele seria tão problemático nessa série, que seria tão vulnerável. Ele se focar no trabalho para se afastar do resto do mundo (porque o mundo o faz sofrer) faz sentido, se você parar para pensar que ele trabalha o dia todo, todos os dias. Nunca havia pensado nisso dessa forma, e foi algo interessante que a série nos mostrou nesta semana.


Bom, foi um episódio melhor que o anterior, ou no mesmo nível. Espero que eles comecem a focar numa trama maior daqui pra frente. ):

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