Crítica | Battle Creek 1x06 – Cereal Killer

O melhor episódio até aqui.

Depois de um pequeno atraso, mais uma vez nos reunimos para conversar sobre Battle Creek. E continuando a sequência de episódios razoáveis/bons, “Cereal Killer” chegou para ser o episódio até aqui.


Não me entendam mal, isso não significa que tenha sido um episódio excelente ou que as falhas que já vinham incomodando tenham simplesmente desaparecido. Mas é que além de termos um cast cheio de surpresas agradáveis e um conjunto de cenas simplesmente hilárias – o prefeito mais engraçado que eu já vi! – ainda tivemos material para alimentar nossas suposições e teorias.


Para ser sincero, eu esperava um episódio com este título desde o começo da série. Afinal, não se pode situar uma série na cidade que legou Sucrilhos ao mundo e não ter um crime envolvendo café da manhã. E mesmo que o crime e sua resolução não tivessem nada a ver com isso, não se acha uma piada pronta dessas todo dia.


Outra coisa fantástica do episódio foi o cast. Sinceramente, quando vi Kal Penn – que já trabalhou sob a tutela se Shore como o Dr. Lawrence Kutner em House – no elenco como regular, não esperava que fosse ver outros rostos conhecidos de House. Acabou que eu estava pra lá de enganado, e fomos presenteados com ninguém menos que Peter Jacobson – quem não lembra de Taub? – que chega para agitar um pouco a trama da semana.


E como se isso não fosse o suficiente, ainda temos Patton Oswalt – que me matou de rir mais de uma vez em Brooklyn Nine-Nine e esteve envolvido em Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. em um momento bem tenso da trama – encarnando o prefeito mais hilário que já vi. Francamente, a cena em que ele briga no corredor com o traficante e alega ser um cliente que paga em dias foi uma das melhores sequências que a série já fez.


Já em termos de trama secundária e uso do resto do elenco, a série ainda deixa a desejar. Tem personagens demais e uso/tempo de tela de menos. Confesso que a trama secundária, sobre o local para o cerimonial do casamento de Funkhauser não foi lá muito interessante, nem afetou a trama principal, embora tenha gostado de ver todo o esforço de Font resultar em nada.


Uma última coisa que chama a atenção é Milt ter instalado um sensor sônico só porque Russ foi baleado. Até pareceu um gesto legal, o que reforça a minha ideia de que algo está errado com ele. Ninguém é simplesmente tão legal assim. E aquele diálogo no final, “Sometimes lies help” só leva a mais suspeitas. Espero que a série decida explorar isso enquanto ainda dá tempo.


Bom, é o que temos sobre Battle Creek por enquanto. Fiquem ligados para mais textos e até a próxima!

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