Crítica | Arrow 3x18 – Public Enemy

A série volta à sua antiga forma em um ótimo episódio.


Arrow realmente ficou mais sombria nesta semana, uma vez que Ra's Al Ghul fez com que o Team Arrow tomasse algumas decisões bem difíceis. Finalmente, chegamos no ponto em que a 3ª temporada tem a mesma ambientação da 2ª. Talvez, se a série tivesse focado mais nessa trama, a temporada teria se saído melhor. Ao menos, parece que teremos uma ótima season finale.


Convenhamos, nos últimos três anos o Arqueiro só conseguiu trabalhar em Starling City porque a polícia não fazia nada para pará-lo. No começo, poucos acreditavam que ele sequer existia. No entanto, neste episódio, vimos que, quando a polícia não quis mais as atividades dos vigilantes, eles conseguiram detê-los.


Tenho que confessar que as cenas de perseguição, com o Team Arrow fugindo da polícia foram incríveis. Ah, que saudade que eu estava dessa Arrow, uma série sem medo de arriscar e jogar a m... no ventilador!


Gostei de como o episódio mostrou a perspectiva de Lance diante da situação. Ele não está do lado errado. Ele não é o vilão. Ok, certo, ele pode estar motivado agora por causa das mentiras, mas ele está apenas fazendo seu trabalho como policial.


A cena com Lance e Oliver conversando na van da polícia foi, para mim, um dos melhores momentos do episódio. Tanto Amell quanto Blackthorne mostraram o quão bons atores são, algo que nem sempre têm chance de mostrar em cena.


O final, apesar de ter sido a saída mais fácil, foi o que mais se encaixou no momento. Foi uma boa reviravolta e deu algo mais importante para Roy. Sempre gosto quando dão mais coisas para ele fazer, não o deixando ser somente o parceiro do Arqueiro. Mas a atitude de Roy pode nos dar alguns furos no roteiro: Oliver já tinha insinuado para Lance que era o Arqueiro. Até confessou para ele e, provavelmente, assinou papéis de confissão para dar imunidade ao resto da equipe. Por que alguém acreditaria que Roy é realmente o Arqueiro? Espero que tentem amenizar tais problemas nos próximos episódios.


E, realmente, nem tudo são flores... Os flashbacks, mais uma vez, se mostraram sem direção. A história da irmã gêmea de Shado não desceu. Muito forçada para o meu gosto. Me responda: quantas semanas já fazem que vemos Oliver fugindo da ARGUS? Faz tanto tempo que eu nem me lembro mais POR QUE ele está fugindo. Acho que precisamos voltar para a Ilha, não é?


Após alguns episódios com Ray Palmer incluso na trama principal, o que era ótimo, a série voltou aos velhos hábitos e "isolou" o personagem e Felicity numa trama paralela. Não entendam mal, as cenas com os dois e a mãe de Felicity foram boas, mas não tinham muito a acrescentar à série. Às vezes, penso que a introdução de Palmer na série deveria ter sido como foi a de Barry: mais simples. Apenas uma participação curta, e não algo para se estender durante toda a temporada. Assim, evitaríamos este tipo de situação.


Enfim, de maneira geral, tivemos um ótimo episódio nesta semana, talvez para compensar a temporada mediana que vem sendo apresentada. A esperança é que o gás se mantenha pelos episódios restantes.

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