Crítica | Agents of S.H.I.E.L.D. 2x16 – Afterlife

A difícil adaptação...


Se no episódio anterior tivemos revelações chocantes, traições mudanças de lado e terremotos, neste pudemos acompanhar as consequências de todos esses acontecimentos. E novamente a série preferiu deixar um pouco de lado as cenas de ação para focar mais no desenvolvimento de sua mitologia.


E que personagem interessante e cheia de nuances está se transformando a Skye, hein? Está dando até gosto de acompanhar sua evolução. Em menos de duas temporadas, ela já conseguiu ser uma pessoa totalmente diferente do que era no piloto da série. Se antes ela era responsável por muitos dos alívios cômicos, hoje em dia as partes mais carregadas ficam por conta da moça.


Gostei muito de ver onde fica o "esconderijo" dos Inumanos e "com potencial" para se tornarem. Em um primeiro momento, achei que Skye corria perigo, mas, ao que parece, essa comunidade realmente ajuda pessoas com habilidades especiais. Tenho que dizer que logo de cara gostei de Lincoln. O rapaz e a Skye tiveram uma ótima química. Para quem não sabe, Lincoln originalmente é um Inumano que faz parte do Universo da Marvel da Terra 199999. Talvez isso explique o que ele disse para Skye que ela e Raina teriam sido as primeiras a terem sido transformadas pelo Terrigenesis em muito tempo. O rapaz possui o poder de controlar e produzir corrente elétrica. Será que Gordon pode/poderá de alguma maneira usar os seus poderes para viajar no tempo?


Outra coisa que me deixou surpreso foi a volta de David Clark Jiaying, ou, para os mais íntimos, "Mamãe Skye". Eu realmente não estava esperando que ela estivesse viva. Porém, não me lembro em qual review que eu escrevi, mas já cheguei a comentar que a atriz Dichen Lachman é uma das queridinhas de Joss Whedon e que ele não a chamaria para fazer apenas um episódio. Eu apenas não consegui entender o motivo de ela querer manter o "Papai Skye" em cativeiro. Se ele não é bem vindo na comunidade, deveriam descartá-lo de uma vez.


Outra coisa muito boa de se ver foi a interação entre Coulson e Hunter. Os dois formaram uma dupla perfeita, afinal, são engraçados, canastrões e conseguem ter pensamento rápido para elaborar um plano de fuga em questão de segundos. Sempre soube que Hunter era um bom soldado, mas foi novidade para mim vê-lo apoiando Coulson, afinal, após a morte de Hartley, ele ficou um pouco desconfiado da liderança do diretor.


Estava sentindo falta da presença de Mike, ou, como se chama agora, DeathLok. É bom ver rostos já conhecidos e saber que a pessoa está bem (está certo que ele foi transformado em ciborgue com poder de destruição inimaginável, mas, mesmo assim, ele está bem). Sinceramente, gostaria que Mike fizesse parte da equipe fixa do elenco.


E novamente estou decepcionado comigo, pois mais uma vez caí na pegadinha de Simmons. Acho que já é a terceira ou quarta vez que ela consegue me enganar. Mas acho que dessa vez foi aceitável, pois desde o inicio da temporada o relacionamento entre a moça e Fitz não estava indo bem, então quando ela disse para Fitz sair da S.H.I.E.L.D. e não atrapalhar no procedimento de abertura da "caixa misteriosa de Nicky Fury" eu já fiquei revoltado. Ainda bem que... MAIS UMA VEZ, não passava de um plano. Somente assim eles conseguiriam despistar a outra S.H.I.E.L.D. e desaparecer com a caixinha. Eu só estou com medo do que o Diretor Robert irá fazer quando descobrir que foi enganado.


Por falar no diretor, gostei muito da interação entre ele e May. Sabia que May era uma soldado fiel às suas crenças e escolhas, mas não sabia que ela realmente confiava e respeitava Coulson tão profundamente. Deu gosto de assistir às cenas de seu interrogatório... Pena que, bem no finalzinho, ficou aquele ar de suspense. Mas, no próximo episódio, finalmente descobriremos tudo que sempre quisemos saber sobre May, ou seja, descobriremos a origem daquela cara de paisagem!!!


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