Crítica | Rizzoli & Isles 5x16 – In Plain View

Tudo acaba bem quando termina bem... E com pizza!


Há algumas semanas, venho percebendo os ânimos exaltados de alguns fãs de Rizzoli & Isles. Motivo: parece que os produtores estão esquecendo que a série, inclusive no nome, possui duas protagonistas. Sinceramente, não tiro a razão de quem reclama. Também senti que Maura vinha sendo um pouco ofuscada. As cenas da médica legista estavam sem peso, e as dela com Jane diminuíram.


Cheguei a notar uma certa campanha voltada para esse assunto, a fim de mostrar aos responsáveis que a falta de Maura nos episódios estava incomodando. Vez ou outra, me pego pensando que isso pode ser consequência da falta de amizade entre as atrizes fora dos sets de gravação. Não sei o que aconteceu, mas sei que elas não possuem uma amizade do tipo que deveria ser comum entre profissionais que trabalham diretamente uma com a outra (ainda mais por tantos anos). Como fã da série e das atrizes, isso me corta o coração!


Porém, se era Maura que a gente estava querendo, foi Maura que tivemos. Nos deram uma acariciada de leve trazendo um episódio onde uma ladra de identidade havia conseguido o número do cartão de crédito e andava se passando pela Dra. Isles, fazendo compras e frequentando lugares que a própria sempre teve vontade, mas nunca foi.


O que me surpreendeu foi ver a Maura curiosa com o estilo de vida da mulher. Ela queria ver como a outra se comportava se passando por ela e deixou que continuasse com as compras por certo tempo. Não imaginei que ela faria algo do tipo, pelo menos não depois da sua amizade com Jane. Porque, que Maura Isles sempre foi difícil socialmente, nós já sabemos, mas, depois de conhecer Rizzoli, ela aprendeu que sempre pode contar com a amiga e não precisaria deixar ninguém se aproveitar dela. Juntando isso com o que houve em Gumshoe, percebemos que Maura ainda é insegura.


O caso da semana trouxe como tema o bullying. Guthrie, quando pequeno, sofria nas mãos do padrasto e a raiva que guardava daquela época explodiu depois de um reencontro. É um tema bastante delicado de ser tratado.


Confesso que ando acertando quanto aos assassinos nos episódios. Acho que posso me tornar uma boa detetive, futuramente, rs... Meu primeiro olhar suspeito para Guthrie foi quando ele entrou no elevador com o Frankie. E juro que pensei que o irmão da Rizzoli estaria em apuros. O incêndio no banheiro só veio para me confirmar.


Incrível a cena da Jane na cantina explicando como perderam as evidências de DNA e deixando o policial de Maine irritado para, assim, gravar sua voz no mesmo timbre que o garotinho, filho do Todd, ouviu em sua casa.


Outra cena boa foi a da Jane conversando com Guthrie, dando liberdade para atirar no padrasto. E perguntando ao Korsak se ele contaria a alguém caso ela mesmo atirasse nele. Boa, Rizzoli!


Por último, a menção ao Barry Frost me encheu de lágrimas. Muito bonita a demonstração de carinho da equipe ao manter o boneco (ops! figura de ação) do amigo na sua antiga mesa.


Saudades, Frost. Saudades, Lee. :(

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