Crítica | Jane the Virgin 1x16 – Chapter Sixteen


“What do you think ‘D’ on De LaVega stands for? Danger!”



Quem diria que, depois de dois episódios “mornos”, a série iria proporcionar algo tão emocionante – de uma forma diferente, melhor elaborada – e, também, cenas engraçadas com Rogelio, Michael, Petra, Rafael e Diablo (um cachorro cujo nome diz tudo).


Pela primeira vez, pudemos ver com muita clareza o quanto é importante a adaptação da série não ser levada para um lado muito debochado, pois, fugindo disso, conseguiram apresentar um novo tipo de drama, algo mais maduro.


Pudemos ver que Jane não foge tanto da realidade em questão de romance e que ela procura enxergar o lado bom das coisas, ter esperança, mas que compreende que nem sempre o destino é um livro de romance dos quais costuma ler. Apesar de ser obvio do começo ao fim que o problema de bloqueio era seu relacionamento com Rafael, o final feliz do plot valeu a pena. Rafael pôde assimilar suas próprias fantasias e perceber que elas são tão grandes quanto as de Jane.


Um dos momentos inesperados do episódio foi a ótima química em cena, estilo bromance, de Michael e Rogelio. Foi engraçado, leve... Espero que invistam em muitas outras cenas com os dois. O gif que preocupou tanto Rogelio e o fez questionar sobre sua atuação foi outro detalhe que chamou a atenção e que, assim como as hashtags, funcionou.


Xiomara está com altas expectativas com a mudança, mas não está levando em conta que não é nada fácil se desapegar da sua vida morando com a mãe. Apesar disso, Alba foi egoísta ao simplesmente acusar Xo de ser irresponsável. Não é difícil adivinhar que ela está com medo de estar sozinha ou de Xo se afastar dela. Esse foi outro plot emocionante em um nível diferente. Acho que Alba tem muito a oferecer à série, pois essa sua solidão de certa forma é bonita de se ver, por causa de todo seu sacrifício de se manter fiel ao seu falecido marido. Será que em algum momento poderemos ver mais sobre ela?


Novamente, sinto que estão nos “enrolando” em relação a Petra e o Marbella. Suas cenas foram boas, mas nada de surpreendente. Como alguém que não sente dó ou vergonha de passar por cima dos outros ainda não aprontou nada na empresa que causasse caos total? E não só ela, mas Aaron também traz essa sensação. Ele foi totalmente sincero em relação ao pen drive, ou seja, qual é seu papel na trama? Acho muito suspeito ele estar ao redor por tanto tempo enquanto o plot da morte de seu irmão está indo tão devagar.


Só para relembrar, essa série está evoluindo muito. É notável que os roteiristas testam detalhes diferentes para que a trama não fique sempre na ‘mesmisse’. Correr riscos é necessário e é bom, mesmo quando dá errado, pois é melhor do que o previsível de sempre. Essa característica me fez admirar esse episódio. Espero que continuem assim, investindo e nos surpreendendo com coisas boas.


P.S.: Por mais cenas como a de Petra pegando Jane dançando Livin’ on a Prayer!

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