Crítica | House of Cards 3x02 – Chapter 28

House of Cards é uma série cheia de episódios memoráveis – ainda não consegui tirar aquelas cenas do primeiro episódio da segunda temporada da minha mente, e vocês? – e, este episódio, o segundo da terceira temporada, também entra para o ranking de momentos históricos dessa série tão avassaladora.


Depois de uma 'season premiere' bem mais branda do que a do ano anterior, mostrando os seis primeiros meses de Frank como presidente, em contraponto à recuperação de Doug Stamper (Michael Kelly), somos apresentados a um episódio poderoso e tenso. Mais uma vez, como no decorrer de toda a série, Kevin Spacey e a sensacional Robin Wright mostram muita química no papel da dupla Francis e Claire Underwood.


O episódio mostra a luta de cada um desses dois personagens por seus objetivos pessoais: ele, tentando driblar a impopularidade de seu governo, e ela, buscando o posto de Embaixadora dos Estados Unidos na ONU (Organização das Nações Unidas), enfrentando com determinação acusações de inexperiência e até de nepotismo.


Tudo desanda quando o senador Mendonza, rival de Frank no governo, abala o emocional de Claire – que acaba deixando escapar uma frase infeliz: "o Exército é irrelevante". A frase, claro, tem peso no momento da votação para o cargo. A primeira-dama tenta intervir com os demais senadores, mas o resultado é o esperado, ou seja, a derrota.


Em contrapartida, Frank descobre que seu partido não deve apoiá-lo na campanha de 2016 e que ele não será candidato à Casa Branca. O motivo, claro, é a baixa popularidade do governo. O presidente parece aceitar a derrota, mas é apenas fachada. Ele inicia uma busca por possíveis patrocinadores de campanha, já que pretende, sim, sair como candidato nas eleições. Diante da situação, Francis se mostra abalado e, pela primeira vez, vemos um lado do presidente que, até então, permanecia escondido.


Mas, já nas próximas cenas, Francis mostra novamente sua força ao anunciar, em rede aberta, que não vai concorrer ao cargo de presidente e que, para ele é mais importante governar pelo período que estiver na Casa Branca e implementar seu programa de empregos, o "American Works". Depois de duas temporadas inteiras, claro, sabemos que isso é apenas mais uma artimanha do presidente norte-americano.

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