Crítica | Grey’s Anatomy 11x16 – Don’t Dream It’s Over


“And I know you're gonna be away a while. But I've got no plans at all to leave.”



E senhoras e senhores, chegamos a um ponto crítico de Grey’s. Don't Dream It's Over fez uma retomada simbólica e lógica da segunda temporada e, para quem acompanha a série, foi fácil identificar traços de uma certa “bad judge”. E olha que só estamos no episódio 16, ou seja, muita coisa pode (e vai) acontecer.


Pode-se dizer que o episódio em si foi muito nostálgico. O clima de pegação, romance, fofoca, cumplicidade e de sentir a perda de uma vida me lembrou muito as primeiras temporadas, em especial a segunda. A gente acaba percebendo que todo interno é igual, não há diferença entre Jo, por exemplo, e Lizzie (falecidíssima). Óbvio que todo mundo ali tem sentimento, sabe sentir a perda de um paciente, mesmo que seja necessário ser forte e saber lidar com a morte, mas sempre será a vez de alguém sair dos trilhos e parar de fazer a linha "dura na queda". Isso sem falar dessa necessidade de querer proteger uns aos outros, como se fossem quebrar ou something like that. Gostei demais dos casos, da poesia, do bebê, do Alzheimer. Todos foram essenciais para a tal nostalgia que eu mencionei.


Jackson e April merecem um parágrafo por um único motivo: superação. Sim, eles merecem, pra caramba, toda felicidade do mundo. Ver a Kepner no seu melhor estilo foi muito divertido. E eu entendo perfeitamente o Jackson todo preocupado com a forma que a amada estava lidando com as coisas. Mas eu penso o seguinte: às vezes, por a gente querer consertar o inexorável, acabamos por conseguir o efeito inverso. Cada um sabe de si, das suas limitações, então não tem porque forçar algo, mesmo que seja por prevenção, por cuidado. Mas, como eu disse, eu entendo a atitude dele, e o bom é que eles já se acertaram (só amor <3).


Bom, vou logo ao que interessa, por dois motivos: 1) Shonda disse que a 11ª temporada seria voltada para o casamento conturbado de MerDer. 2) Só de ser MerDer não tem muito o que contestar. Galera, olha... Eu sei que o episódio foi cheio de indiretas e aquela coisa toda, mas eu estou me recusando a acreditar que o Derek possa ter traído a Maria Edite. Até porque o cara passou por terríveis experiências com traição, então não acho que seria coerente esse tipo de atitude. E outra, quem não garante que foi só uma atração, e que não passou disso? A gente não pode afirmar nada, só fazer suposições mesmo, afinal... é Shonda, então everything can happens. Mas todas as menções feitas a Addison me encheram de dúvida. Eu quis muito acreditar que tudo não passava de uma brincadeira dele e tal, mas a promo do próximo episódio [SPOILER ALERT!] me mostrou o oposto, e que a mulher realmente existe, só não mostrou a circunstância das cenas com ela [FIM DO SPOILER]. De qualquer forma, vou me contorcer mais um pouco aqui.


E fora toda a retomada para assuntos antigos, gostei demais do episódio e da forma como ele foi dirigido. É quase uma retrospectiva de tudo que mais marcou a série. Mais um ponto pra essa excelente temporada! Haha.


P.S.: E mesmo não gostando da Pierce, devo admitir que dessa vez ela não estava tão chataZzz. Gostei de como foi a interação dela com o caso do Alzheimer e dela com o Richard.


P.S.: Ri muito da Callie, essa mulher merece muitos beijos.


P.S.: Eles conversando sobre a situação da Mer me lembrou demais o melhor quinteto que já existiu nas séries.


P.S. LACRADORZAÇO 2.0: Shonda e a parceira com Ed Sheeran. Manda mais, manda o “X” completo. <3 <3 <3


Segurem o coração, a gente se vê na próxima. Bjos, mores.

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