Crítica | Grey’s Anatomy 11x14 – The Distance


“Only super heroes.”



Aconteceu! O esperado episódio aconteceu! Se formos analisar de forma criteriosa, através do enredo e da atuação do elenco, podemos dizer com todas as letras que foi um episódio fantástico. Sim, Shonda está, pela milésima vez, de parabéns. Só o fato de todo mundo sair ileso já é um grande avanço, não só da medicina, mas também pessoal. Congrats, champs. Então vamos lá, começo com um discurso que chamou muito minha atenção.




"Por que será que tentamos quando as barreiras são tão elevadas e as chances são tão baixas? Por que nós apenas não arrumamos nossas coisas e vamos para casa? Seria muito, muito mais fácil. É porque, no final, não há glória fácil. Ninguém se lembra do fácil. Lembram-se do sangue, os ossos e a longa luta agonizante até o topo. E isso é como você se torna lendária."



Pois é. Por que será que tentamos? Por que a gente não desiste logo? A resposta pode ser justamente o que aconteceu em The Distance: você se torna lendária ao não desistir, ao tentar até o final. Foi exatamente isso que Amelia fez, se tornou lendária. E eu não sei vocês, mas para mim ela está sendo o grande destaque desta temporada. Após a saída da Cristina, todos acharam que a série não seria a mesma coisa, que não teria futuro ou algo do tipo. But guess what?! A série está indo muito bem, obrigada, e Amelia está indo muito bem também! Desde que entrou para o elenco fixo, vimos uma melhora significativa na personagem e na sua história, e tudo vem se encaixando perfeitamente. Até a chata da Stephanie acabou ganhando um bom plot, mas ninguém quer saber, porque a rainha da temporada tem Shepherd no sobrenome.


Amelia encantou, cativou, conquistou, acelerou, descompassou (meu coração?!) a todos, provando que é tão boa quanto o Derek e mostrando que é tão humana quanto qualquer outra pessoa (ela chorando antes de entrar na sala). Isso só me fez amar mais e mais essa série e acreditar que o fim não está próximo. Muito pelo contrário, temos um longo caminho pela frente, e o samba não pode morrer, né verdade?! (Alcione que o diga).


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Outro destaque foi o Richard. Gente, gosto muito desse personagem porque ele é tipo um alicerce, sabe?! Se alguém está precisando de comida, lá está ele; se alguém está com frio, lá está ele; se alguém desmaia durante a cirurgia, lá está ele; e se alguém fica mais de 15 minutos parado em plena cirurgia com o cérebro de alguém exposto sem saber o que fazer... Lá. Está. Ele. Richard está em todos os lugares, para o que der e vier, sem pestanejar. Sempre foi assim, desde a primeira temporada. Uma âncora, uma base, um bff... o nome fica por sua conta.


E mesmo que todas as mini sinopses tenham dito que o episódio focaria na cirurgia da Herman, não se pode deixar de mencionar a participação da Arizona, ué. Menina, que saudade que eu estava de ver você no melhor estilo Grey’s. Arrasou demais e provou que consegue retomar a alegria da Arizona das outras temporadas. E eu ouvi alguém falar em Calzona? Não sei muito bem se foi o início de algo novo ou uma retomada, mas eu prefiro que fique como está. Deixando a Arizona caminhar sozinha, fazendo sua própria história. E acho que a Callie deveria fazer o mesmo.


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P.S.: A Amelia se arriscou ao se expor à radiação. Será que isso vai dar em algo sério?


P.S.: Obviamente que, vindo da Shonda, a cirurgia não poderia ser sem danos. Mas é como a Amelia disse, elas venceram a morte. Ninguém vai tirar isso. Ninguém.


P.S.: Que internos burros, saudade demais da gangue que ficava estudando entre uma briga e outra por cirurgias. Muita saudade. =(


P.S.: Sério, fiquei com saudade mesmo, vou até rever o pilot.


Nada mais a declarar. Um beijo, um abraço e até a próxima!

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