Crítica | The Flash 1x15 – Out of Time

A série mostra a sua capacidade de, nos minutos finais, transformar um bom episódio em um ótimo.


Após um mês sem novos episódios, nesta semana tivemos um bom retorno de The Flash, mas que nos seus últimos 15 minutos se transformou num ótimo retorno, chegando no nível de “The Man In the Yellow Suit”, a Mid-Season Finale exibida em dezembro.


O desenvolvimento do... quadrado (?) amoroso entre Barry, Linda, Iris e Eddie tomou uma boa parte do episódio, algo além do necessário, devo dizer. Não me entenda mal, eu gosto de saber que a vida amorosa do Barry é confusa e tal, pois isso nos traz boas cenas, mas essa cota de “drama teen” que a CW põe nas suas séries, às vezes, não ajuda na trama e incomoda os telespectadores que estão ali pela ação.


Linda, que é uma personagem ainda a ser melhor explorada, só apareceu neste episódio como uma garota enciumada, não parecendo a mesmo pessoa forte apresentada nos episódios anteriores. Entretanto, Iris continuou sendo a personagem mais esquisita da história. Antes não sentia nada por Barry, agora descobriu que sente e, depois, que não sente mais. Ei, peraí... Vamos nos decidir? Aliás, aquele beijo entre Barry e Iris no final do episódio pareceu mais como uma “necessidade”, por ser um momento dramático, do que um beijo realmente merecido. Se tem algo que vai conseguir me deixar decepcionado com a série é se Barry e Iris ficarem juntos.


O vilão desta semana foi melhor utilizado do que o seu irmão Clyde no piloto da série, o que é totalmente compreensível, visto que no piloto as coisas são mais rápidas. O roteiro nunca aprofundou as motivações de Mardon... Assim, tivemos ótimas cenas por causa dos efeitos visuais, não por conta do roteiro.


Falando em efeitos visuais, mais uma vez temos que aplaudir de pé. Aquela cena do tsunami foi incrível. Os efeitos visuais da série são muito além de outras séries, como por exemplo a co-irmã Constantine ou até da rival Agents of S.H.I.E.L.D., que são de canais com maior orçamento e, por consequência, teriam melhores efeitos.


As cenas focadas no Dr. Wells foram o coração do episódio. Ele é o personagem mais intrigante da série e é sempre bom quando descobrimos mais sobre ele. As cenas entre ele e Cisco foram ótimas. Carlos Valdes e Tom Cavanagh mostraram o quão ótimo atores são. Wells ter dito que via Cisco como um filho trouxe um peso maior à cena.


Ao descobrimos que Wells é, na verdade, Eobard Thawne, algumas teorias criadas pelos fãs foram abaixo, mas isso também abriu portas para muitas outras. A revelação deste segredo tão longe do Season Finale me surpreendeu. Isso mostra que os roteiristas não estão para brincadeira.


O final do episódio, finalmente, nos mostrou a viagem no tempo. Veremos como isso irá alterar as coisas quanto à Cisco e Iris. E também iremos ter uma noção de para onde a série irá com esse novo poder de Barry.


O episódio, que seria um bom episódio de freak da semana, virou um episódio maravilhoso. E acredito que só podemos agradecer Wells e Cisco por isso.

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