Crítica | Bates Motel 3x03 – Persuasion


“Já perguntou a todos os doidos da cidade? Eu tenho certeza que eles sabem mais do que nós.” – Norma Bates.



Me sinto como um dos doidos da cidade, mas, ainda assim, não sei de absolutamente nada. O doido pode ser Norman, mas a descompensada da série é, com certeza, a senhorita Bates. Ô, mulher que AMA arrumar confusão, não é?


Nesse episódio, as coisas ficaram mais intensas quanto ao desaparecimento da notória Annika Johnson, no qual Romero foi envolvido, o que causou mais atrito na conturbada relação de Norma e sua cria. É lógico que isso tinha que arrebentar uma hora.


Galera, eu absolutamente amo Norma Bates porque ela é uma mulher elitista e arrogante. Bem desse jeito. A atitude dela é uma coisa simplesmente fora de série! Ela na faculdade comunitária 100% nem ligando para o cara dizendo que ela estava sentada em seu lugar e mandando-o adicionar uma cadeira ao círculo e parar de manha foi espetacular... Aí, o cara era o professor, mas tudo bem, porque ela sequer se incomodou e deu o fora da sala, que não era de Marketing, e sim de Psicologia. Quando perguntada se tinha algum interesse no assunto, Norma simplesmente olhou para o professor com uma cara de “tenho mais o que fazer” e se mandou da sala toda rebolando. Rainha!


Dylan continua no seu cantinho, com uma trama totalmente paralela ao que está acontecendo na família Bates. O garoto vai ganhar uma série própria ou está para ser assassinado por Chick Hogan, o hippie do episódio passado? A relação dele com o pai não está sendo interessante ou tocante de nenhuma maneira e, como eu disse na review do episódio passado, Dylan Massett é um acessório de luxo que a série não precisa mais, o que é uma pena, pois eu gosto muito dele.


E Norma e Norman finalmente explodiram! Norma não parava com as acusações silenciosas e sempre ficava metendo a si mesma e a seu filho em confusões, o que cansa demais. Consequentemente, Norman não teria mais paciência de ser controlado pela mãe o tempo todo. Eu gosto de ver o Norman tomando as rédeas, pois a vida e o instinto assassino pertencem a ele. Foi bom ver que quase se suicidar é um bom meio de se lembrar de apagões.


Norman Bates não matou Annika, mas alguém claramente o fez, já que a jovem, de alguma maneira, dirigiu até a porta do motel para morrer por lá e deixar um pendrive, dizendo à Norma que fizesse algo com ele. Temos mais um mistério em mãos, como se não bastasse o Arcanum Club por si só.

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