Crítica | Arrow 3x17 – Suicidal Tendencies

A série dividiu o episódio em duas histórias diferentes, mas não conseguiu entregar nenhuma das duas de maneira satisfatória.


Inicialmente, eu estava preocupado que Esquadrão Suicida iria tirar o foco da trama principal, na qual sabíamos que veríamos Ra’s tomando medidas extremas para fazer Oliver aceitar sua oferta. Talvez teria sido melhor se o episódio nem tivesse o Esquadrão, porque a história paralela não causou o impacto desejado. O episódio do Esquadrão no ano passado foi muito superior a este. Tivemos uma missão aleatória com um fraco Esquadrão Suicida (que nos quadrinhos tem uma formação muito melhor trabalhada, enquanto essa versão 2.0 foi quase um Team Deadshot). Entretanto, a dinâmica de Diggle e Deadshot foi boa. As cenas com a Cupido também trouxeram um bom alívio cômico para o drama apresentado.


O casamento de Diggle se tornou apenas uma reunião dos personagens mais importantes da série. O momento em si, que tem sido anunciado deste o começo da temporada, não passou nenhuma emoção ao telespectador.


A reviravolta na cena do sequestro, na qual o Senador estava por trás de tudo, não fez a trama ser melhor. Na verdade, a única coisa que funcionou na história foi Deadshot. Foi bom ver o vilão mais humanizado. Os flashbacks foram bem introduzidos, mostrando as suas motivações e o que levou o personagem até ali.


Lawton provou ser um verdadeiro herói ao se sacrificar pelo time. É incrível como o personagem cresceu desde sua aparição na primeira temporada. Se essa foi sua última aparição na série (e provavelmente foi, por causa do filme do Esquadrão Suicida que está saindo ano que vem, no qual Will Smith fará o mesmo papel), foi uma boa saída. Se não foi a última vez em que vemos o personagem na série, espero que, quando voltar, ele esteja bem mais queimado e usando o traje clássico dos quadrinhos.


Enquanto isso, Oliver estava lidando com as consequências de não ter aceito a oferta de Ra’s. Foi bom ver Ray se tornando mais presente na história principal novamente. Não achei que a série lhe deu motivações suficientes para que ele sentisse tanta raiva do Arqueiro. Por sorte, os roteiristas já resolveram isso logo de cara, ao fazê-lo ficar de bem com Oliver. A cena de luta entre Ray e Oliver foi ótima. Os efeitos visuais conseguiram convencer.


O episódio sofreu ao balancear duas histórias tão distintas, mas, no final, conseguiu equilibrá-las e nos deu um final decente. Ao assassinar a prefeita, Maseo trouxe um novo ambiente para a história. Starling City tem toda razão para temer os vigilantes agora. O que mais me interessa é como os flashbacks vão mostrar que um pai tão cuidadoso se transformou num assassino tão cruel. A esperança é que a temporada agilize o passo para nos contar essa história.

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