Crítica | The Americans 3x06 – Born Again


“A gente faz coisas por amor.” – Evi



Em “The Americans”, todos fazem coisas por amor a algo. Evi, a companheira de cela de Nina, enfim confessou à russa que fez uma entrega suspeita a pedido do namorado. Nina usou todo o seu poder de dissimulação, cumpriu sua parte no acordo que fez na prisão e tratou de entregar a ativista. Vamos ver qual será sua recompensa.


Evi acreditou que o namorado não a colocaria em uma situação de risco porque eles “se amavam”. Nina, calejada o suficiente para não acreditar mais nisso, deixou escapar toda a sua mágoa por ter sido abandonada pelos dois amantes, Stan e Oleg, mesmo depois de ter feito muito por eles. “Como pode amar alguém que te abandona?”, perguntou Nina à romântica e ingênua Evi.


Quem responde a essa pergunta é Stan, agora começando um romance com sua colega de EST, Tori (até que enfim, Stan!). Mesmo nos braços da nova namorada, Stan ainda continua pensando em Sandra, que o trocou por outro. Beeman pode não ser ingênuo, mas é tão romântico quanto Evi. Sua colega de FBI, Martha, também se arrisca por amor a Clark, mas agora vai ter que driblar a vigilância do esperto agente Alderholt, que apertou a segurança dos arquivos confidenciais dispostos no “carteiro-robô”. Não creio que ele o fez por estar desconfiando de alguém, mas, como Martha, ele também percebeu o risco de expor tais papéis. Seria Martha capaz de fazer coisas tão estúpidas como a belga para agradar o amado? Acho que sim.


Phillip continua procurando formas de escapar do assédio de Kimberly sem desagradá-la e comprometer a missão de espionar o pai dela. O problema é que a Central o pressiona a estreitar a relação com a garota, e o russo não terá saída a não ser transar com ela. Ou não, já que, graças à sua habilidade de mentir falando a verdade, Phill descobriu uma nova forma de se conectar com a garota. Ironicamente, através de religião. Não é a primeira vez na série em que Phill ou Liz desabafam seus tormentos através de seus disfarces. Pareceu bem verdadeiro o sentimento que ele tem em relação a esse filho que teve com a Irina.


No lar dos Jennings, a guerra pelo coração de Paige segue firme, opondo o casal e abrindo uma perigosa fenda no relacionamento entre os dois. Elizabeth foi pressionada por Gabriel e decidiu, sem consultar Phillip, que é hora de abrir o jogo com Paige. Ambos sabem que sua filha é uma garota muito esperta e inteligente e tem condições de: (a) seguir sua vida livre para fazer suas próprias escolhas ou (b) usar sua capacidade para uma causa maior, tal como seus pais. Até o final da temporada, saberemos qual alternativa os roteiristas assinalaram para a garota.


Será que vai haver alguma alternativa “c” nessa estória? Comente com a gente!



P.S.1: Henry ganhou, neste episódio, mais falas do que nos cinco episódios anteriores juntos. Estranho esse personagem aparecer tão pouco.


P.S.2: A cerimônia de batismo de Paige foi muito bonita. Esse pastor Tim tem a mesma cara de anjo da Kimmy e prega o ativismo pela paz. Evi também era uma ativista pela paz, mas se meteu em encrenca.


P.S.3: Repararam a sutil crítica dos roteiristas ao apoio que Reagan deu ao governo pró apartheid da África do Sul? Acho muito legais esses links com fatos históricos daquela época.

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