Sleepy Hollow 2x15 – Spellcaster | Crítica

Lições de Henry: É assim que você reaparece!


Sim, mais uma vez chegou a hora de conversarmos sobre os eventos que andam acontecendo em Sleepy Hollow. E, como era de se esperar, a série nos entrega mais um episódio que só pode ser definido como, no mínimo, fantástico. Spellcaster é tudo que gostamos de ver neste tipo de série: cheio de boas referências, magia, uma dose – não tão grande quanto estamos acostumados, mas ainda satisfatória – de humor negro, e isso sem contar os efeitos especiais e um dos retornos mais bem feitos de personagens que a série poderia fazer. A crise de identidade que Henry enfrentou no episódio só foi combustível para que o retorno dele como “algo a mais” fosse ainda mais espetacular. Mas já começo a me adiantar excessivamente. Vamos aos detalhes então.


Eu não consigo resistir a começar este texto repetindo algo que ficou bem óbvio acima: Henry retornou (finalmente)! Não sei se pelo tempo que o personagem ficou ausente ou se pelo “grande gesto” que marcou a sua “saída” na Mid-Season Finale, mas, ao ver o personagem num motel de estrada assistindo TV e tirando um tempo para ficar sozinho, eu realmente cheguei a achar que havia a mísera possibilidade de que ele realmente tivesse mudado e que, de alguma forma, matar Moloch não só o tivesse libertado – como ele mesmo admite no fim do episódio –, mas o redimido. Mas, novamente avançando demais, ficou claro que o retorno dele só trará problemas para as nossas já problemáticas Testemunhas.


O caso da semana nos apresentou várias referências interessantes. A primeira destas é ao matemático, astrônomo, astrólogo, conselheiro da rainha Elizabeth I e – se você acredita nesta parte da história, como o episódio nos lembra – ocultista inglês John Dee. Mais especificamente, ao diário do mesmo, também conhecido como o Grande Grimório. E, como se isso já não rendesse o suficiente, vimos esse diário ser roubado por outro dos que fugiu do purgatório após a queda de Moloch, um dos que – de acordo com o episódio – conduziu a Caça as Bruxas de Salém, Solomon Kent, um poderoso feiticeiro que cedeu às Artes das Trevas.


Só com isso já teríamos material para um episódio inteiro, mas Sleepy Hollow não se contenta com pouco. Vimos a mágica de Katrina ser testada, e ainda nos aprofundamos mais no passado dela.


Nossas suspeitas – eu suspeitava, e vocês? – sobre Irving foram confirmadas, embora durante grande parte do episódio eu tenha quase acreditado plenamente que o instinto de Abbie sobre ele não passava de paranoia. E ainda há perguntas a serem respondidas, porque, embora eu suspeitasse que Henry tivesse sido responsável pelo retorno de Irving, não consigo entender essa plena conexão entre os dois. Irving não parece insatisfeito ou controlado, ele parece feliz em servir.


Ah, e quanto a Katrina, acho que ela será o foco do novo plano de Henry. Mesmo que não seja, parece que ela está mais uma vez servindo ao seu lado maligno. Afinal, a série não especificou se a função dela como Vaso Infernal – lembrem-se do que Moloch mencionou mais cedo nesta mesma temporada – era unicamente servir como útero para gerar um corpo para Moloch.


Bom, é isso. Sleepy Hollow nos deixou mais uma vez com os confrontos que os nossos heróis parecem se recusar a enfrentar. Henry provou ter cedido e se fundido à pura maldade que ele representa, embora tenha abdicado do título de Cavaleiro da Guerra. Katrina também começa a ceder ao mal e a ligação entre nossas Testemunhas não vai bem. Será que eles serão capazes de defender o mundo, passando por cima dessas questões familiares e de confiança, ou será que estamos condenados a uma Season Finale que nos matará de angustia e nos deixará morrendo de ansiedade para o retorno da série? Resta continuar assistindo para saber. Nos vemos no próximo episódio.

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