Sleepy Hollow 2x14 – Kali Yuga

Os rumos da temporada começam a aparecer...


Mais uma vez, vamos conversar sobre Sleepy Hollow. E, mais uma vez, a série nos deixou satisfeitos com um episódio maravilhoso. Kali Yuga teve tudo o que gostamos de ver: magia, mistério, ação, drama e, até mesmo, karaokê. Então, se você gostou do episódio tanto quanto eu – ou mesmo que não tenha gostado –, sente-se confortavelmente e vamos passear por Sleepy Hollow.


Eu vou começar fazendo uma retratação à série. Acredito que anteriormente eu havia cumprimentado Sleepy Hollow por ter a coragem de – pela minha teoria – testar tramas diretamente no público. Era, na minha opinião, a única razão para o que vimos nos dois episódios anteriores. Em parte, pode ser que eu esteja certo, mas a minha teoria agora é que a série estava apenas preparando para os acontecimentos que aconteceram neste episódio e os que irão acontecer até o fim da temporada.


Agora, vamos aos fatos da semana. Hawley se viu forçado a confrontar alguém de seu passado. Isso o levou a se voltar contra os nossos heróis. Ainda, vimos a relação dele com Jenny não só ser admitida, mas também ser testada.


Não vou mentir, quando Carmilla mencionou Kali, fui direto para Indiana Jones. Vetala e o culto a Kali foi uma jogada muito inteligente dos produtores.


O que realmente despertou minha curiosidade é Katrina. Ela está aprontando algo. A cena final, que mostrou Irving – vivo e bem, ou quase... hahaha – sem reflexo, pode ser uma referência à mitologia do vampiro, ou pode ser simplesmente um indicativo de que Katrina #Mentiu e que Irving ainda está sem alma. E é claro que Henry tem alguma coisa a ver com isso. A série reinseriu a trama e ainda provavelmente reforçou o papel das Testemunhas. Vamos ter que aguardar para ver.


E o que a série fez que realmente me impressionou foi criar um dos melhores alívios cômicos que eu já vi. Porque Crane discutindo Marry Poppins foi uma das coisas mais engraçadas que vi na vida.


Também achei muito útil que tenham usado a tensão que o episódio já tinha para, assim, resolver a tensão que tem afastado Abbie e Crane desde os eventos que envolveram Órion. E prender Crane e Mills no cofre criou a única situação possível em que os dois iriam discutir a desconfiança que surgiu entre eles. Sendo teimosos como são, foi preciso um cofre e uma boa paródia da cena do compactador de lixo em Star Wars.


Mas o que realmente fica do episódio – além da certeza de que os editores tinham uma trama preparada o tempo todo e que vamos ficar sem ver Hawley por um tempo – é a cena do dueto entre Crane e Abbie. Não só ela tem uma voz linda, como “Proud Mary” foi uma ótima escolha e, decididamente, foi o melhor final de episódio possível. Na verdade, a dinâmica de usar o karaokê no episódio foi uma sacada muito boa. Resta-nos, agora, esperar pelo próximo episódio.

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