Grey’s Anatomy 11x10 – The Bed's Too Big Without You


“Such a lonely day, and it’s mine. The most loneliest day of my life.”



“The Bed's Too Big Without You” é o típico episódio que faz você refletir toda a trajetória da sua vida, avaliar o que é certo e moralmente aceito, os pesos e as medidas de cada decisão. Além de ser mais um episódio no qual se discute temas sociais e polêmicos.


A tradicional fala de um dos personagens no inicio dos episódios é uma das belezas de Grey’s Anatomy. Afinal, através desse artifício, podemos nos preparar para o que vem pela frente. Eis o discurso da nossa estrela nesta semana:




“Acharam um cara em Maine que vivia sozinho na floresta por 30 anos. Chamaram-no de “o ultimo verdadeiro ermitão”. 30 anos sem o calor do toque humano. Sem conversa. O ermitão ficou mais sozinho no mundo do que ficou na floresta. Rodeado de pessoas, mas afundando em solidão. Esse tipo de solidão pode engolir você inteiro.”



Só pra deixar claro, ermitão é um indivíduo que, usualmente por penitência, religiosidade ou simples amor à natureza, vive em lugar deserto, isolado. Valeu aí, dicio.com <3


Não me surpreendeu a Meredith proferir tais palavras, já que seu amado, nosso amado (vamos ser honestas, ok?!) foi simbora investir em sua própria carreira, deixando-a alone. Desde então, Mer vem sofrendo com tal ausência, com a solidão. E mesmo rodeada de filhos (apenas dois), ela ainda se sente sozinha. Chegou até a dormir com o protótipo do tumor, coitada dessa mulher... A que ponto chegamos?! E só o fato de ela querer que o Karev a tratasse da mesma forma que Cristina fazia já mostra o quão desesperada ela está.


Ao longo do episódio, Meredith lidou com a solidão de uma forma bem familiar. O caso da semana fez com que ela procurasse ajuda com a turma dos adultos. Dra. Pierce, Dra. Bailey e Dra. Shepherd fizeram até um clube da Luluzinha, mas estava mais para um SA – Solitários Anônimos. “Oi, meu nome é Meredith e eu estou sozinha há 2 semanas”. “Oiiiii, Meredith”. Anyway, o seu crescimento, que é protagonizado muito bem pela Ellen Pompeo, é fantástico. Quem diria que a Mer da primeira season iria agir com tanta coerência e racionalidade diante de tais problemas? Pois é. É um avanço muito satisfatório e merece que seja reconhecido. Parabéns, moça.


ga2


Outra personagem que merece reconhecimento e destaque é a Amelia, já que vem mostrando que merece trabalhar ali tanto quanto qualquer um. A mulher foi desafiada pela Dra. Herman a salvá-la de um tumor que até o momento era incurável, intratável, insanável, in-tudo. Amelia mostrou que pode e que tem plenas condições de fazer com que a doutora cheia de marra consiga se livrar do tumor. Enquanto a cirurgia não tem data marcada, a gente se contenta em vê-la esbanjando bom humor, mesmo que ninguém esteja levando a sério todo o seu esforço, nem mesmo os residentes ZzzzZ (saudade, O’maley).


Mas o que tem data marcada de verdade é a minha morte. Sim, porque, no dia em que o episódio focar no possível nascimento do bebê da April e do Jackson, essa que vos fala não vai estar mais entre nós.


ga3


Imaginem-se na seguinte situação: seu feto, seu bebê, seu filho, a peste que você vai carregar na sua barriga por 9 meses tem chances quase nulas de vir ao mundo e, se isso acontecer, só sobreviverá por 2 semanas, no máximo. Isso tudo por causa de uma doença nos ossos, a Osteogenesis Imperfecta. O que vocês fariam nessa situação?


De um lado nós temos Jackson, o pai, que sabe o quão doloroso, difícil e complicado vai ser a vida desta criança enquanto ela sobreviver no mundo real. Do outro, April, uma mãe que só quer cuidar do seu filho e, por também ser médica, sabe que, mesmo com todas as dificuldades, pode dar um jeito e conseguir sair dessa.


É. Ok. Mas... será?! A gente sabe como funcionam as coisas, que vai ser duro e tal. Mas até onde vale a vida? E a dignidade? Ninguém quer saber o que ela tem para nos contar? De fato, é uma situação muito delicada, mas, só de imaginar essa criança sofrendo para respirar, para se movimentar e, muito provavelmente, para se alimentar, já faz com que tal problema seja visto por outro ângulo.


Grey’s traz uma questão muito boa para ser discutida, favorecendo uma temporada que tem como meta manter o nível das anteriores, mesmo após a saída da nossa amada, idolatrada, salve-salve, Sandra Oh. E olha, eu acredito que tem tudo para lacrar, pisar e sambar!


P.S.: Sempre que alguém tem algum problema, o Richard está lá. Acho bonito, acho mesmo.


P.S.: A cena da April gritando com a mãe e com o Jackson foi tipo: WTF?! Um verdadeiro show, sério.


P.S.: Callie deveria ter participado do clube da Luluzinha.


P.S.: Por falar nela, estou gostando da amizade com o Owen. Parece promissor.


P.S.: Vocês viram a Cristina? Porque eu vi a Cristina!


E isso é tudo! Bjooos e até a próxima =)

Patreon de O Vértice