Gotham 1x13 – Welcome Back, Jim Gordon

Ainda vale a pena continuar assistindo à série?


Sim, senhoras e senhores, um momento que eu temia chegou. É hora de falar sobre Gotham. E antes que a dúvida sobre o motivo pelo qual eu abro o texto um dizer tão negativo se enraíze nas mentes de vocês, vou me explicar.


Não é segredo para quem acompanha o que eu escrevo que Gotham não tem correspondido completamente às expectativas que a série construiu. Também tem ficado claro que os episódios não têm, nem dentro de si, mantido alguma estabilidade no que se refere a qualidade. O episódio anterior se salvou principalmente por um conjunto de boas cenas entre Jim – o que tem se mostrado uma raridade – e, principalmente, por Falcone. Já Welcome Back, Jim Gordon só se salva por causa de Fish e Butch. Mas, antes de chegar a essa parte, acho justo apresentar uma visão dos outros acontecimentos.


Jim está, como o título do episódio sugere, “de volta” à GCPD, como vimos no desfecho da semana passada. Mas, ao invés de voltarmos momentos após os acontecimentos e para vermos a investigação do que aconteceu no bar de Fish, iniciamos o episódio com a cena do assassinato de um traficante, o que nos levou ao assassinato de uma testemunha, que nos levou a exatamente onde sempre estivemos: a corrupção dentro da GCPD.


Sim, as coisas mudaram um pouco, como vimos nos eventos do final deste episódio, mas foi preciso que Gordon recorresse ao Pinguim em pessoa para obter o mínimo de apoio. Certo, Bullock realmente parece ter melhorado em seguir a teimosia de Jim e, mesmo contra a sua vontade, ajudou o parceiro.


Não, eu não me esqueci de mencionar que o nosso corrupto da semana, Arnold Flass é uma presença retirada diretamente do excelente Batman Ano Um, mais uma das maravilhas de Frank Miller.


Ah, falando em personagens que não me esqueci de mencionar, nosso querido E.Nygma continua sua cruzada para conseguir a atenção da Srt.ª Kringle, sendo ridicularizado por outros personagens menores no processo. A cena em que ele está “removendo cirurgicamente a cebola da comida” foi impagável. Certamente, o alívio cômico ainda é bem usado pelo menos.


Enquanto isso, acho justo mencionar o que realmente me incomodou sobre esse episódio, antes de deixar os meus #Aplausos para Fish Mooney. Todos nós sabemos que o nosso Cavaleiro das Trevas não foi construído em um único dia, e que ele deve ter sido atormentado por muitas aflições e sofrido os mesmos – e alguns a mais – dramas que a maioria de nós ao crescer. Mas, francamente, aquela criança vai se tornar o Batman. Acho desnecessário e, no mínimo, desrespeitoso com os fãs mostrá-lo como uma criancinha delicada que faz birra porque a menina má mentiu para ele. Sim, trauma; sim, única amiga; sim, perdeu os pais... mas o personagem deveria ter um mínimo de fibra. Sim, isso parece e é um fã chato reclamando. Me sujeito a ser massacrado nos comentários por aqueles que discordarão dessas linhas, mas, mesmo assim, não poderia deixar de escrevê-las. Não excluiria do texto o que foram sólidos 10 minutos do episódio, muito menos diria que fiquei satisfeito com a volta do personagem uma vez que ela foi construída dessa maneira patética. Até Zsasz voltou melhor!


E quanto ao melhor do episódio, eu ADOREI ver o quanto Butch não se cansa de provar sua lealdade a Fish. ADOREI que a personagem tenha se mostrado mais badass do que a maioria. Ela, como ninguém, devia conhecer as maneiras com que Falcone lida com o que ela fez, e ela encarou um torturador com “Only my friends call me Fish”. E a cena dela com Bullock foi um final apropriado. Ela vai voltar e, provavelmente, será uma das – poucas – razões para se continuar a assistir Gotham.

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